Desabafos & DiscussõesLuiza Moura

Amigo imaginário

Quem nunca teve um amigo imaginário?

Caso a resposta seja negativa com certeza já ouviu alguém comentar sobre esse assunto…

Algumas pesquisas tratando o assunto pelo olhar psicológico mostram um ponto de vista muito positivo com respeito às crianças que possuem seu amigo imaginário. Dito ser muito normal/natural a criança iniciar em torno dos dois anos de idade e vivenciar até em torno dos sete anos de idade essa integração com esse amigo imaginário, devendo ser observado de forma técnica caso esse período se estenda.

Os pequenos que se integram com os amigos imaginários crescem mais tranquilos e espertos, pois se testaram, brigaram, conversaram, aprenderam e tiveram essa companhia em momentos difíceis, o que faz com que a criança no período de formação tenha aquele apoio e cumplicidades ainda que imaginários. Ainda na visão psicológica esses pequenos estão em seu momento de descobrir, fantasiar, explorar e conhecer seus próprios sentimentos enquanto passa de fase em fase.

Na visão espírita os dito “amigos imaginários” desempenham um outro papel não menos importante para as fases dos pequenos, e analisando suas posições observamos uma similaridade entre as esferas imaginárias. Resumindo o posicionamento espírita, temos esses Amigos Imaginários como espíritos desencarnados e por muitas vezes espíritos que quando encarnados eram próximos ou parentes diretos (avós, pais, irmãos), por isso pode ser observado uma cumplicidade ou um carinho às vezes anormais com os amigos imaginários. Esses espíritos têm por missão proteger, ensinar ou encaminhar os pequenos. Muitas vezes recebem essa missão quando há algum tipo de perigo iminente, sendo ele espiritual ou físico.

Há relatos de crianças que descreverem alguns desses amigos com aparência similar a de desencarnados próximos ou distantes que a criança nunca teve contado, algo que por muitas vezes pode assustar. Por isso é de grande importância sempre que houver alguma dúvida ou questionamento buscar auxílio técnico ou espiritual sem preconceitos ou receios. Também podem ser chamados em diversas religiões como anjo da guarda ou anjo guardião. Anjo esse com a missão de proteger sua jornada e livrar de caminhos tortuosos.

Já as religiões de matriz Africana tratam em alguns casos esses amigos imaginários como Erês (nome dado a espíritos encantados de crianças ou com essa roupagem fluídica) que acompanharão essas crianças em toda sua caminhada, porém até os sete anos quando é dito que a criança tem a “coroa aberta” ou mediunidade mais aflorada esses espíritos têm a capacidade de se tornarem visíveis e interagirem com mais proximidade.

Esses espíritos recebem missões semelhantes às de outras religiões: proteger, livrar de espíritos negativos, ensinar, acalmar, fazer companhia… E nas Religiões de matriz Africana esses espíritos são cultuados e muito queridos por seus praticantes. Temos inclusive a data 27 de setembro, dia de São Cosme e São Damião que são santos católicos com sincretismo aos Erês.

Quero deixar bem claro que todo exposto nesse texto foi cuidadosamente e respeitosamente pesquisado para que pudesse oferecer um conteúdo que esclareça alguma dúvida ou direcione em busca de tranquilizar em algum momento. Lembrando sempre de observar e deixar nossos pequenos evoluírem e amadurecerem suas fases naturais. Pois apesar de não lembrarmos, um dia estivemos no lugar deles com nossos amigos imaginários.

(Esse texto é de Fernando Gomes, Empresário e Administrador de Empresas, 39 anos, casado, pai de uma menina de 15 anos. Sacerdote do Centro de Umbanda Ogum Cachoeira. Tarólogo e Reikiano. Nascido no Rio de Janeiro)

Participe também dessa coluna! Envie o seu texto (de desabafo ou reflexão) para o email lmsn_91@hotmail.com ou entre em contato pelo instagram @luiza.moura.ef. A sua voz precisa ser ouvida! Juntos temos mais força! Um grande abraço e sintam-se desde já acolhidos! Luiza Moura.

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Luiza Moura

Luiza Moura de Souza Azevedo é Natural de Feira de Santana- BA, Enfermeira, Especialista em Saúde Pública. Psicanalista e Hipnoterapeuta. Mestranda em Psicologia e Intervenções em Saúde. Compositora e Produtora Fonográfica. Com cursos de Francês e Inglês avançados e Espanhol intermediário. Imortal da Academia de Letras do Brasil/Suíça. Acadêmica do Núcleo de Letras e Artes de Buenos Aires. Membro da Luminescence- Academia Francesa de Artes, letras e Cultura. Membro da Literarte- Associação Internacional de Escritores e Artistas. Doutora Honoris Causa em Literatura pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos. Publicou o livro: “A pequena Flor-de-Lis, o Beija-flor e o imenso amarElo”. Instagram: @luiza.moura.ef

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