Marcos Pereira

“SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO!”

No monólogo de Hamlet escrito por William Shakespeare, esta expressão é a reflexão do existir ou não existir e em última instância, viver ou morrer.

Para o nosso Estado Nação, esta expressão nos remete a reflexão dos poderes vigentes.

Não sei se com a mesma coerência, mas o questionamento é pertinente nas avaliações dos acontecimentos e catástrofes por nós enfrentadas nesse início de 2020.

É difícil admitir que o povo haja com tanta indiferença diante de uma situação tão dramática, tornando-se apático perante as performances declamadas, onde a cor define a sua orientação.

São ações desse tipo, que demonstram uma incoerência administrativa constante.

Hoje, sabemos que as redes sociais transformam os hábitos dos indivíduos, os quais vêm usufruindo deste instrumento de forma errônea. Demonstrando claramente agressões sem precedentes. Por este motivo a celebre frase de Shakespeare deve ser decisiva nas nossas reflexões, independente do nosso achismo.

Infelizmente, o nosso histórico de ideologia não é tão relevante. Não possuímos noções fundamentadas para cumprir exigências ditadas pelo poder que se designa alta hierarquia.

Acreditar em falas, vídeos e imagens divulgadas por este poder nos leva a primar por uma ausência de expectativa futura, onde o próprio divulgador, seja em fala ou tuitando, desacredita da sua administração, aconselhando aos seus seguidores a emigrar da sua terra.

Lutamos tanto para adquirirmos a tal liberdade e hoje nos vemos aprisionados em nossos próprios pensamentos e percepções culturais, sociais e políticas. Vendem-nos uma democracia velada, remetendo-nos aos calabouços das antigas fortalezas.

Onde erramos? Será que foi na construção de nossas ideias? Ou foi a falta delas?

Talvez, a ausência de instituições filosóficas crie este abismo, pois nenhum Estado se desenvolve sem rumos intelectuais e sem o acesso de todos os cidadãos. Então, como a alta hierarquia pode exigir a valorização dos símbolos nacionais se esses símbolos não possuem representatividade para muitos?

Não podemos esquecer que os pensamentos são noções sensórias de uma compreensão de mundo e o patriotismo está intrínseco nesta compreensão, pois só cresceremos se houver respeito pelos verdadeiros cidadãos que movem este Estado Nação que chamamos de Brasil.

Marcos Pereira

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