Frequentemente, subestimamos a extensão de nossas cicatrizes.
Dizemos: “Já passou”, “tudo ficará bem” e “não me afetou”.
Infelizmente, mentiras são péssimas atrizes.
É verdade, a dor não nos derrotou.
Isso não significa que saímos ilesos,
que nossas mãos não vão tremer ao lembrar.
Isso não significa que, ao passado, estamos presos,
que vamos quebrar.
Significa que sobrevivemos,
que seguimos em frente,
ainda que choremos.
Assim, saramos gradualmente.
Instagram do autor: @umautorautista
Autor de “Sentir fora da caixa”, um livro de poesia que aborda suas vivências sendo PCD e trans.
Tem paixão pela leitura e escrita desde criança. A maior parte dessa ligação deve-se à paralisia cerebral e ao Transtorno do Espectro Autista. Nick sempre possuiu dificuldades, principalmente, na interação social. Infelizmente viveu muitos anos sem saber que era autista até receber o diagnóstico tardio.
Nessa situação, a escrita foi a melhor maneira de expressar meus sentimentos. Outro grande aliado foi a arte de desenhar.
Atualmente, cursa Letras – Redação e Revisão de Textos pela Universidade Federal de Pelotas
(UFPel).
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