Amarelinha no chão de terra,
pular corda até dar canseira.
Pião rodando que quase se aterra,
e a bolinha de gude na primeira fileira.
Esconde-esconde atrás do portão,
soltar pipa com risco de levar sermão.
Queimada com golpe baixo, não vale não!
E o ioiô descendo feito louco, sem bater no chão.
O tempo passou, os joelhos estalam,
mas a alma ainda corre atrás da zoeira.
As brincadeiras antigas não param, não se apagam:
são riso guardado em caixa de brincadeira.
Hoje tenho celular, Wi-Fi, sofá,
mas nada supera um pique-pega no quintal.
Envelhecer é saber que a molecada está
viva em quem nunca deixou de ser criança afinal.
Rozimere Rosa Graduanda em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, bolsista de Extensão na Graduação no projeto:


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