Hoje, 20 de outubro é o dia do poeta…
Hoje eu terminei de assistir o documentário “Sentimento Louco” em homenagem a Marília Mendonça.
Nada nesta vida é por acaso…
Muitos processos e elementos estão acontecendo na minha vida, estão em ebulição internamente e, mesmo quando os momentos parecem brilhar, também vem o medo e a incerteza sobre continuar lutando pela literatura…
A escrita é o meu pulsar, a poesia é meu ar, mas nem sempre tudo é latente, é também penumbra, até mesmo escuridão…
Parece que meu coração bate fraquinho… será que todo mundo já viveu isso?
E no meio desse momento vem a rainha dos sentimentos intensos, aquela que me fazia identificar com sua presença, com sua forma autêntica, coração imenso e letras extraordinárias… aquela que me fez chorar porque se foi, mas que com uma frase em seu documentário me fez entender que preciso seguir meu sonho…
Vendo aquelas cenas me vi refletida porque também fui uma menina que com 13 anos escrevia poesias de amor repletas de intensidade, de romantismo e de histórias que eu sentia pulsar forte como se fosse eu uma pessoa muito madura, mas eu só tinha 13 anos… Eu olhava a lua apaixonadamente com 9 anos e enchia de corações meus cadernos… Sofria ouvindo músicas como se os amores narrados nas melodias fossem meus e visualizava as cenas antes mesmo de ter idade para poder pensar em me apaixonar … eu simplesmente sentia… sentia de uma forma que precisava transbordar…
Esta era eu… esta sou eu!
Corri para meus escritos da adolescência e reencontrei um livro que nunca tive coragem de lançar, um livro que organizei em 2015 com a maioria das minhas poesias escritas em um período em que eu deveria estar brincando de boneca, mas estava compondo versos românticos repletos de amores platônicos e impossíveis…
Obrigada Marília Mendonça por me lembrar de não desistir e me fazer olhar pra trás…
Segue uma das minhas poesias escritas na adolescência, intensa de sonhos de amor:
O dia em que você vai me amar...
Penso em você sem idealização
Fico confusa e perdida
Por que você entrou em meu coração?
Não quero essa transformação em paixão
Quero a minha solidão
Não quero viver nessa imensidão de dor…
Olhar-te, não te olhar
Isso não importa pois eu não paro de pensar…
Tu a me importunar,
A me hipnotizar com sua beleza angelical….
Não quero, luto contra isso
Não quero sofrer
Corro de você
Corro deste sentimento ilusório
Mas um sentimento doentio.
Tento entrar em desvio
Procurar outro caminho
Fico perdida
Mas não consigo parar de pensar, de imaginar
O dia em que você vai me amar…
Michelle Carvalho
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