RELATO PRÁTICO como ACOMPANHANTE
Esse é o primeiro relato de uma experiência em estar em hospital como acompanhante.
A cada 22 dias será apresentado algo sobre estar em HOSPITAL.
Bem-vindos!
TEM VIDA E CURA NO HOSPITAL.
Eu preciso aqui apresentar e em escrita com lágrimas sobre estar em um hospital como acompanhante. Passar 12 ou 24 horas ou quantas horas for. Acompanhar uma vida que precisa de ajuda.
Por vezes essa ajuda é em conversa, ajudar para ir no banheiro, acompanhar sobre a medicação, ver se o soro que está acabando, ajudar no banho e zelar em proteger o machucado ou pós-operatório, trocar a roupa de cama, ajeitar a cama, ajudar na alimentação. Colocar uma comadre. Você sabe o que é uma comadre? Um pinico de adulto! Alguns que estão no hospital, podem estar de fralda ou com sonda para urinar, isso independente de idade de jovem ou idoso. Mas, muitos querem ter a dignidade em urinar. Aqui não têm luxo, maquiagem ou roupa elegante. É camisola, pijama e pantufa.
Em um leito de hospital, forma-se uma conexão em que a dor do outro é a atenção para todos. Todos se unem pela cura.
Todos sabem que sou professora, trabalho lecionando, dando aula, tudo o que tenho em competência de trabalho é a educação.
Como escritora, autora de livros e tantas escritas, a saúde é um tema que pouco falo. Mas preciso aqui deixar registrado meus parabéns a TODOS os envolvidos. E aos Acompanhantes e Cuidadores hospitalar.
Eu estou tendo a honra de ver Anjos e Anjas, cada um com sua história de vida e competências, mas quantas trocas e parcerias.
Como em um planejamento escolar e plano de aula, no hospital cada paciente tem seu relatório, seu currículo profilático, me ouso a criar esse termo.
Por vezes precisamos alertar a família dos cuidados com o seu doente. E eu fiz isso e estou orgulhosa de estar fazendo.
Até ensinar os caminhos para um familiar ser melhor atendido ou buscar esperança para a cura.
Eu até pensei, esse hospital tem câmeras que ouve e escuta.
Uma moça aqui de seus 35 anos com infecção no sangue, estava bem ansiosa e com mais de 15 dias no hospital e sem um diagnóstico do que ocorrendo e com dores nas pernas, falei com ela para procurar o responsável e relatar que ela estava precisando de ajuda psicológica e que nervosa estava consumindo 2 maços de cigarros por dia. Ela teve alta! Teve alta por que a taxa de infecção abaixou e com os usos de antibióticos, poderia cuidar em casa. Todos ficaram alegres com ela.
Em hospital se vê cura e vê morte. É um ciclo!
São pessoas, são vidas fragilizadas e pessoas sendo curadas como Eu que começo a expressar toda minha gratidão a TODOS os envolvidos no hospital da recepção ao cuidado no leito.
Nas trocas de plantão tanto de enfermeiros, técnicos, médicos, assistentes sociais, recepcionistas, seguranças, faxineiros, cozinheiros e nutricionistas.
Em um hospital tem vida e que todos tenham a cura.
Que todos possam mudar e cuidar dos seus, para aliviar a vida do que quer voltar a viver e fazer tudo o que sempre fez.
Gratidão!
Alessandra Oliveira
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