Nunca fui de ler.
Mas quantos livros eu podia carregar?
Na escola, levava mais de oito
Na mochila, sem reclamar.
Da sala para a quadra,
Da quadra até a hora de almoçar.
Demorei a criar gosto,
Demorei para me encontrar.
Não percebi que era o que me faltava.
O que parecia peso era semente.
Floresceu, pouco a pouco,
Em minha mente.
Descobri, mesmo tarde, uma paixão
Que hoje leva parte do meu salário,
E dá mais frutos que um pomar.
Priscilla Ferreira Graduanda em Pedagogia pela Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pesquisadora e bolsista de extensão do Coletivo de Estudos e Pesquisas sobre Infâncias e Educação Infantil (COLEI), atuando no projeto “Cartas entre educadoras(es) das infâncias: compartilhando desafios da prática


Deixe um comentário