@revistaentrepoetas / @professorrenatocardoso

,

3 cliques

Entre sangue e pecularidades – Nick Pastorini

Logo, os primeiros raios de sol despontariam entre os prédios. A reunião com os lobisomens precisava terminar imediatamente. Nenhum vampiro queria queimar como churrasquinho. Apesar de ser a única comida, além de sangue O negativo, que eu conseguia ingerir ultimamente, preferia não virar um.


— Certo, foi uma mera briga entre novatos. Não vamos quebrar o acordo de paz por isso. Devido ao adiantado da hora, peço licença para nos retirarmos. Tenham um bom dia — encerrei colocando em prática mais de setecentos anos de experiência.


Apesar de treinar polidez há tanto séculos, ainda a detesto. Para mim, essa era a pior obrigação exigida pelo cargo de líder do clã Soturnus. Resolver conflitos, ou interagir no geral, era muito desgastante. Infelizmente, recém-transformados eram tão explosivos e cheios de hormônios quanto adolescentes humanos.


Além disso, a antiga líder havia confiado em mim. Fui escolhido pessoalmente como seu sucessor, caso algo acontecesse. Vampiros não morriam de velhice, mas a Duquesa Letizia foi sábia ao planejar o futuro do clã. Há cem anos, quando o melhor caçador humano da época a decapitou, a importância de sua decisão foi provada. Assim, herdei a responsabilidade de zelar pelos Soturnus.


Atualmente, se não me engano, a bisneta do assassino da duquesa ocupava a liderança dos caçadores… Ou era a tataraneta? Os humanos viviam tão pouco que era difícil acompanhar a sua linhagem.


— Ah! Eu mataria para sentir o sol mais uma vez… — Perto da mansão, os resmungos de Beatriz, uma vampira de mais ou menos duzentos anos, fizeram com que eu voltasse ao presente.


Provavelmente, eu deveria ser o único vampiro que não sente falta do sol. Antes da transformação, a claridade e a queimação ao tocar na pele já me machucavam.


— Triz, não enche a paciência dele com isso. Você sabe que o líder fica de mau humor depois de uma reunião. — Sussurrou Cecília, outra vampira e namorada de Beatriz.

Mesmo entre nossa espécie de sentidos aguçados, minha capacidade de captar sons era fora da curva. Por isso, escutei a conversa involuntariamente. Em resumo, antes de desviarem sua atenção para outro assunto, o casal concluiu que eu agia assim porque era velho e rabugento.
Pensando bem… Talvez, elas não estejam erradas. Porém, quando humano, eu já era conhecido como “O Caprichoso” desde criança. Essa era a única falha no raciocínio das vampiras. Essas lembranças da infância embalaram o meu descanso.

Ao anoitecer, acordei com fome. Infelizmente, no estoque da mansão, não havia o sangue certo. Naquela noite, tive que caçar, ou melhor… Roubar.


Com a invenção da transfusão, minha alimentação melhorou drasticamente. Agradecia quase sempre os humanos que a inventaram. No século XXI, os bancos de sangue permitiam que eu encontrasse facilmente o sangue O negativo. Antigamente, era horrível porque precisava caçar às cegas. Diversas vezes fui obrigado a engolir sangue ruim e os manter no estômago. Alguns tipos eram tão viscosos que chegavam a me causar ânsia.


Após tantas invasões, burlava a segurança do local automaticamente. Já era parte da minha rotina, mas havia algo de errado naquela noite. Assim que destranquei um dos refrigeradores, um som estridente ecoou pelo cômodo. Não era o alarme padrão, sempre o desativava sem que os guardas notassem.


— Parece que os boatos eram verdadeiros. Quem diria que, para derrubar o todo-poderoso Vicente, só precisava de um barulhinho? — Alguém zombou ao me ver encolhido pressionando meus ouvidos junto de algumas mechas escuras.


Inicialmente, a desorientação e a dor impediram que eu identificasse a figura. Porém, após o primeiro choque, reconheci seu rosto. Era um dos lobisomens presentes na reunião do dia anterior. Com um rosnado, ele assumiu a forma de lobo. Sua pelagem mesclava tons de ruivo e castanho.


Matá-lo com certeza destruiria a frágil paz entre as espécies. Argh! Aquele maldito som atrapalhava o meu raciocínio. Sem a concentração devida não conseguiria o atingir e poupar a sua vida.

Optei por movimentos defensivos enquanto torcia para que minha mente clareasse. A força bruta dos lobisomens em conjunto com a intenção assassina foi capaz de me prensar contra a parede. Entretanto, o aperto nos meus pulsos começou a afrouxar.


Sangue… Sangue jorrava do peito do adversário. Em seguida, o corpo pesado desabou sobre mim. Não! Eu falhei… Não fui capaz de derrotá-lo sem acertar um ponto vital… Era um fracasso como líder. A duquesa ficaria decepcionada se pudesse me visse.


— Ei, não vai me agradecer por te salvar? Não sabia que vampiros eram tão ingratos. — brincou uma voz doce.

Espera… Aquilo em suas mãos era um rifle modificado? Eu estava ferrado… A mulher era uma caçadora de criaturas sobrenaturais.


— Aposto que você tem um facão para decapitar ou uma estaca. Por favor, acaba com isso logo. — Implorei exausto.


O clã viveria melhor sem mim. Talvez, até conseguisse restabelecer a paz.


— Ei! Quem você pensa que eu sou? Isso ia acabar com a minha reputação e o legado da família. Meu biso voltaria para me assombrar se te matasse sem uma luta justa. — A cacheada reclamou.


Parecia que ela continuaria a provocação, mas se interrompeu ao notar o meu estado.


— Esse barulho tá demais, né? Vamos sair daqui. Lá fora, podemos discutir quando a nossa luta vai acontecer. — A caçadora sugeriu.


Você não pode confiar nela. Não faz sentido ela te ajudar. Com certeza é outra armadilha.


— Quem é mais vulnerável aqui, sou eu. Você não tá pensando! Se eu fizer qualquer besteira, você pode me matar rapidinho. — A mulher relembrou enquanto eu rosnava em resposta a sua tentativa de aproximação.


Apesar da desconfiança, permiti ser guiado por Serena. Esse era o nome da, até então, desconhecida. Descobri seu nome através de um exercício para clarear a mente. Basicamente, o exercício consistia em dizer palavras com a primeira letra do nome.

— Vamos! Sei que isso vai te ajudar. Deixa que eu começo. Sou Serena, então sangue. — A caçadora insistiu em resposta ao meu silêncio.


— Vicente, vinho — Respondi dando o braço a torcer.


Provavelmente, a mulher só me deixaria em paz se atendesse seu pedido. Não estava a fim de matar ninguém naquela noite.


— Sucesso.


— Veneno.


Conforme falava, fui obrigado a admitir que ela estava certa. Aos poucos, a névoa dentro da minha cabeça se dissipou. Assim, pude notar que não havia destruído o acordo entre clãs. Serena, uma humana, era responsável pela morte do lobisomem.


— Por que você me ajudou? Se fosse pela honra, não me matar e ir embora já bastava. — perguntei intrigado com suas atitudes.


— Na verdade, fiz isso porque você me lembrou a minha irmã. A Maitê é autista e jáacalmei ela várias vezes. Há alguns meses, ela saiu da cidade para estudar a sua paixão: a botânica. Sinto falta dela… — revelou a caçadora.


Autista…


Mesmo após voltar à mansão, essa palavra permaneceu nos meus pensamentos. Há algumas décadas, já tinha a ouvido para definir certas crianças que “não se comunicavam”, mas nunca procurei mais informações.


Se qualquer um visse meu histórico de pesquisas ou os livros em meus aposentos, diria que estava estudando sobre um “ponto fraco” da família de caçadores.


Ao longo das leituras, descobri que a imagem que possuía do transtorno era extremamente desatualizada e restrita. Além disso, percebi que autistas e vampiros tinham muito em comum. Eu mesmo me identificava com várias características… Batidas rápidas interromperam a minha reflexão.


— Não me diga que se trata de outra briga adolescente… — resmunguei enquanto desviava o olhar do livro.

Havia algo errado. Jonas, meu braço direito, emanava agitação antes mesmo de informar o ocorrido.


— Uma caçadora chegou aos berros exigindo falar com o senhor. Era sobre alguma espécie de cobrança. Ela quase foi morta pela ousadia, mas relembrei o clã quem era o responsável pela decisão. — o ruivo relatou sem parar.


O que Serena queria ali?


Minha primeira teoria foi que ela tinha vindo me chantagear com meu momento vulnerável. De forma alguma, os vampiros podiam saber que fui ajudado por uma mera humana. Por isso, dispensei Jonas e fui vê-la.


Quando coloquei meus olhos na caçadora, soube que não se tratava de uma busca por vantagens. Lágrimas corriam pelo seu rosto negro, aquilo era desespero.


— Aqueles malditos… pegaram a Maitê… Dane-se a política, você me deve isso! Se eu não tiver ela de volta…— Serena esbravejou entre o choro.


Sinceramente, preferia que a humana tivesse ido me manipular. Apesar dos séculos de vivência, não sabia lidar com alguém triste. Eu mal lidava com os meus próprios problemas.

Felizmente, ela se acalmou sozinha e explicou a razão da sua visita. O restante da matilha havia encontrado seu companheiro morto e queria vingança. As armas da família Ventura tinham um padrão único e os lobisomens o reconheceram. Como retaliação, sequestraram Maitê.


— Essa humana só pode ser louca, ela achava mesmo que o clã vai arriscar a paz por causa de caçadores? — um vampiro sussurrou com escárnio, antes de um pigarro o interromper.


— O acordo já foi rompido. Esperava o momento certo para informar a situação, mas como tocaram no assunto… Na semana passada, sofri uma tentativa de assassinato por parte dos lobisomens. — informei ao lançar um olhar fulminante em direção ao ser sussurrante.


Provavelmente, ele relembrou quem era a autoridade naquele momento. Meus sentimentos estavam estranhos, não sabia porque estava com raiva. Talvez fosse por não suportar imprevistos ou falas dissimuladas. Com certeza, não era pela humana que foi ofendida…


— Ninguém esperaria uma trégua entre caçadores e vampiros, vamos usar essa oportunidade para pegar aqueles sarnentos de surpresa. — propus na reunião improvisada.

Perdi a conta de quanto repeti essa afirmação durante três dias ao convocar cada membro do clã Soturnus. Imagino o quão difícil era para Serena… Não trocamos uma palavra após sua invasão, não havia tempo para conversar.


Conforme assumimos nossas posições, as bolsas escuras sob os olhos cor de mel denunciavam sua exaustão. Não era fácil convencer outros caçadores a colaborarem com os inimigos. Porém, vários humanos estavam se esgueirando pelo distrito dos lobisomens. De alguma maneira, conseguimos unir as duas espécies durante a lua nova.


— Foi tudo tão corrido, nem consegui te agradecer. Obrigada, a Mai é tudo pra mim… — Serena sussurrou enquanto esperávamos o sinal.


Desde criança, não sabia reagir a gratidão ou elogios. Como vampiro, aquelas palavras eram meras formas de amaciar o ego de alguém. Pura bobagem…


— Tsc… A reputação é importante, sabe? Não podia ocorrer riscos. — dispensei o sentimentalismo.


Algo a agradou. Apesar da minha resposta, um pequeno sorriso surgiu nos lábios da caçadora. Logo, os meus pensamentos foram interrompidos pela imitação de uma coruja. A hora havia chegado.


O elemento surpresa e os números estavam ao nosso favor. Porém, precisávamos ser cuidadosos… Os lobisomens possuíam a força física e a refém ao seu lado.


Uma bala de prata. Um vidro quebrado. Um uivo.


O disparo de um humano idoso foi o suficiente para que o combate começasse.


Lobos saltaram sobre vampiros e humanos, mais tiros ecoaram seguidos de mordidas e garras. Porém, não consegui acompanhar as batalhas a minha volta. Com exceção do meu oponente, todo se transformou em um borrão. Por um momento, eu era somente uma máquina assassina.


Desviar. Atacar. Defender. Matar. Buscar o próximo alvo. Repetidas vezes.


Nem os móveis arremessados, nem qualquer obstáculo eram capazes de me parar. Pelo menos era o que pensava…


Um grito.


A dor de Serena fez com que eu parasse. Seus cachos, sua pele negra, suas roupas… Tudo estava coberto de vermelho, uma mistura de sangue lupino e de sangue humano… Esse último vinha de Maitê. A mais nova jazia quase desfalecida nos braços da mais velha.


— Desculpa… dei tanto… traba…lho… — a jovem disse entre o sangue.


A perna de uma mesa havia perfurado o pulmão da jovem.

— Não ouse falar bobagens! Eu sempre quis cuidar de ti. É isso que os mais velhos fazem. — a caçadora a interrompeu.


Mesmo que tivéssemos abandonado a batalha, não chegaríamos a tempo ao hospital. Além da morte, havia uma única opção. Entretanto, isso transformaria Maitê em uma pária. Ninguém poderia forçá-la, nem mesmo a irmã.


— Olha… Não vou mentir. Você está morrendo, mas tem uma escolha: encerrar sua existência como humana vinda de uma linhagem de caçadores ou viver como vampira. — expliquei direto, sem rodeios, com a frieza que minha posição exigia.


— Pisca que nem a gente faz quando é difícil falar. Uma vez pra primeira opção e duas pra segunda. — Serena orientou, enquanto me lançava um olhar determinado.


Seja qual fosse a escolha de Maitê, ela estaria ao seu lado. A jovem fechou e abriu os olhos castanhos. Uma… Duas vezes…


Havia pouco para drenar, a hemorragia já havia feito a maior parte do trabalho. Raspei as presas no meu braço e derramei o filete de sangue na sua boca.

— Agora, vou desalojar a madeira do seu corpo e emitir o sinal de retirada. Passar pelo restante da transformação em um lugar sossegado será melhor. — expliquei antes de assobiar.


Somente a audição sobrenatural dos vampiros captava aquela frequência, então a caçadora atirou no teto para alertar os humanos.


Assim que retornamos à mansão, Maite foi alojada em um quarto. Durante o processo, nenhum caçador se manifestou abertamente. Os olhares, direcionados a Serena, eram o único indício da reprovação dos caçadores.


Entretanto, tal problema não era nossa prioridade. Cuidar da menina era o principal. Morrer e renascer como vampiro nunca era simples, porém só havia testemunhado uma transição tão penosa quanto aquela. A minha própria.


Inicialmente qualquer som fazia suas orelhas sangrarem, qualquer toque ativava o instinto de contra-atacar. A pior parte foi a alimentação, a última parte da transformação. Normalmente, a sede de sangue era incontrolável, mas não era o caso de Maitê. Seu corpo rejeitou as bolsas de sangue, segundos após ingerir ele o devolvia.


— E agora? Toda espécie tem uma fonte de alimento, sem isso nenhuma consegue sobreviver. — a irmã mais velha questionou enquanto mordia os lábios e apertava o lençol da cama de hóspedes.


— Eu também passei por essas complicações na minha vez. Ela vai sobreviver e… — comecei a contar até que o cheiro de sangue invadiu minhas narinas. Os lábios de Serena sangravam.


O negativo… Esse é o seu tipo sanguíneo? Tive uma ideia. — comentei enquanto a
limpava.


Inconscientemente, lambi o sangue que se acumulou no meu dedo, o que fez as bochechas da mulher adquirirem um tom avermelhado. Ela havia entendido tudo errado.


— Não! Eu não estou interessado em você… — tentei esclarecer a confusão, mas seu semblante irritado ou magoado fez com que me calasse.

Pelo amor de Drácula… Não posso presumir que os outros são capazes de ler meus pensamentos.


— Desculpe, escolhi mal as minhas palavras. Quis dizer que descobri como alimentar a Maitê e não estou interessado agora. Se fizéssemos algo, nesse momento, eu estaria me aproveitando do seu estado fragilizado. — recomecei com cuidado.


A caçadora concordou com a minha ideia. Nas outras tentativas, nenhuma bolsa era O negativo. Como eu só tolerava esse tipo sanguíneo, o clã reservava aquelas bolsas exclusivamente para seu líder.


Para nosso alívio, minha intuição estava certa. Maitê completou a transformação, esvaziando a bolsa em um piscar de olhos. Finalmente, Serena poderia se aproximar.


— E sua posição, mana? Nossa família viu o que aconteceu… Eles vão atrás de mim? — a nova vampira disparou assim que enxergou com a irmã.


— Sua bobona, você achou mesmo que ia te deixar por causa disso? Se depender de mim, espécie nenhuma vai te machucar. — Serena declarou e afastou o medo com um abraço firme.


Assisti de canto, não queria atrapalhar aquele momento de reencontro. Notei que Maitê e eu éramos parecidos. Um aperto forte também era o único tipo de toque agradável para mim.


— O líder do clã vai proteger você. O todo-poderoso Vicente também não é de se jogar fora. — A caçadora brincou, o que nos fez rir.


Com o passar dos meses, descobri que a recém-transformada e eu tínhamos muito mais em comum do que imaginava. Quando apontei essas semelhanças, em uma de suas visitas, Serena deu voz a uma suspeita.


— Se a Mai permaneceu autista após a transformação, será que não há mais vampiros autistas? Talvez você seja um deles… — Ela sugeriu antes de iniciar uma longa conversa sobre diagnósticos tardios.


Era bom vê-la distraída. Os caçadores já haviam se recuperado do choque e iniciaram uma represália contra Serena. Apesar de toda a dor, ela afirmou que nada a faria abandonar a irmã e a mim. Para minha felicidade, eu estava incluído nos motivos por trás das visitas na mansão.


— Você pode consultar profissionais para tirar essa dúvida. Só lembra de disfarçar o lado vampírico. Imagina falar “Sim, doutor. Tenho dificuldades para me alimentar, só consigo
comer churrasquinho e beber sangue O negativo”. — A mulher concluiu rindo.


Sim. Eu, um vampiro de mais de 700 anos e líder do clã Soturnus, busquei um médico.


Após alguns meses, entre diversos testes e consultas, meu diagnóstico foi fechado. Serena realmente tinha razão, eu era autista. Obviamente, ela foi quem soube o resultado da minha avaliação primeiro.


— Eu sabia! Acho que o pequeno Vince ficaria feliz. Nunca é tarde pra descobrir mais sobre você mesmo. — A caçadora comemorou com um sorriso.


Não a entendam mal, a cacheada não comemorou o fato de eu ter um transtorno. Na verdade, ela comemorou sua descoberta. A partir daquele momento, enxerguei minha vida sob outros olhos. Ao contrário dos que meus tutores afirmavam, nunca foi minha culpa. Meu choro não era uma “birra”, era um sinal de crise.


A humanidade era uma caixinha de surpresas esquisita. Uma simples humana, com um pouco mais de duas décadas, mudou a vida de um vampiro secular. Porém, quem eu queria enganar? Serena não era uma simples humana para mim. Com esse pensamento, encostei meus lábios nos seus. Acredito que meus sentimentos foram correspondidos, pois ela aprofundou o beijo.


Nenhum de nós dois era ingênuo. Obviamente, aquele envolvimento traria consequências, entretanto não havia como evitarmos. O gosto de Serena já havia entrado na minha lista de sabores favoritos.


Instagram do autor: @umautorautista


Descubra mais sobre Revista Entre Poetas & Poesias

Assine gratuitamente para receber nossos textos por e-mail.

Deixe um comentário

Sobre

Criada em 2020 pelo professor e poeta Renato Cardoso, a Revista Entre Poetas & Poesias é um periódico digital dedicado à valorização da literatura e da arte em suas múltiplas expressões. Mais que uma revista, é um espaço de conexão entre leitores e autores, entre a sensibilidade poética e a reflexão cotidiana.

Registrada sob o ISSN 2764-2402, a revista é totalmente eletrônica e acessível, com publicações regulares que abrangem poesia escrita e falada, crônicas, ensaios, entrevistas, ilustrações e outras formas de expressão artística. Seu objetivo é tornar a arte acessível, difundindo-a por todo o Brasil e além de suas fronteiras.

Com uma equipe formada por escritores de diferentes idades e áreas do conhecimento, buscamos sempre oferecer conteúdo de qualidade, promovendo o diálogo entre gerações e perspectivas diversas.

Se você deseja ter seu texto publicado, envie sua produção para:
revistaentrepoetasepoesias@gmail.com

Acesse: www.entrepoetasepoesias.com.br
Siga no Instagram: @revistaentrepoetas / @professorrenatocardoso
Canal no WhatsApp: Clique aqui para entrar

PESQUISA