O dia amanheceu nublado… São seis horas da manhã… Ouve-se lá fora, na parte dos fundos da casa, um coaxar de sapinho… Será que é o sapinho inquilino? Ou será que é parente dele? Será que o inquilino se mudou para os fundos de casa? Não, não mudou. Este coaxar é do primo do sapinho inquilino. Quer dizer que agora há dois inquilinos, um que mora no jardim da frente de casa, embaixo do pinheirinho e outro que mora nos fundos, no pátio, mas ainda não sei exatamente onde que ele fica, até agora só ouvi seu canto através da janela do banheiro, que dá para os fundos de casa.
Sapinho inquilino I e Sapinho inquilino II são primos e moram no mesmo lugar, só que o primeiro mora na frente e o segundo na parte de trás da casa. Que legal! De vez em quando se ouvirá a conversa dos dois e será muito engraçado! Enquanto que um coaxa na frente, o outro coaxa nos fundos e no centro da casa se ouve um coaxar só.
A minha mente fica a imaginar que conversa esses dois sapinhos devem ter um com o outro; em meus pensamentos dizem: “Oi, primo, estás aí”? “Sim, estou, como estás”? “Estou bem, contemplando o céu. Será que vai chover”? “Não sei, primo; o dia está nublado, mas tanto pode chover como pode aparecer o sol.”; “Vais morar por aqui agora”? “Vou, primo, gostei daqui e resolvi morar perto de ti; continuas aí, no buraquinho embaixo do pinheiro”? “Que bom primo! Continuo sim, embaixo do pinheiro, no meu buraquinho”! “E tu? Estás onde”? “Primo, tem uma bergamoteira aqui nos fundos, vou ficar embaixo dela, que achas”? “Que legal! Eu embaixo do pinheiro e tu de uma bergamoteira; não negamos o parentesco mesmo, hein”? “É verdade, não dá para negar”.
Assim ficou imaginando a minha mente. A conversa dos sapinhos primos e inquilinos é papo para muita imaginação… Quem sabe, um dia, consigo pegar a conversa deles de verdade. Talvez em algum dia, de chuva…
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