I
«Vamos dar início
À peça do ofício
Teatral dos actores
Acrescentada pelos valores
Que na audiência
Darão sua sequência
Ao ritual de improviso
Mas sem feitiço
Peço-vos por favor
Tenham tento e fervor
Da senhora Decência
E do ilustre Paciência.»
A peça começava
E nela se observava
Um vistoso bonitão
Da internet por função
Chamado à presença
De mulheres em licença
Provisoriamente tirada
Da internet privada
De sua companhia
Apenas por um dia.
Mas muitas eram
Que bem encheram
O palco com objecto
Adicional em concreto:
Caldeirão identificado
No centro colocado.
Da assistência vinha
Apelação-rainha
Gritada sem sensatez
Mas sempre à vez
Por quem coroada
Se sentia condecorada
Com real título
Para definir capítulo
Ou mesmo completa
Peça a ser directa
Em atestada representação
Do recinto na opção
Por autorizada interferência
De toda a assistência.
Mas esta composta
Era por gente disposta
A interceder em amizade
Que tinha na verdade
Com o internet mulherio
No palco vazio
Em fazer não sabendo
A receita mexendo
Para ritual de seguimento
Incógnito no momento.
Mas ajuda havia
E a plateia referia
As partes que se ouviam
Pertencentes às que diziam:
«Metam-no ao caldeirão
E do bolo em confecção
Fatia uma partam
E nela escrevam
Vosso nome de mulher
Fazendo-o comer
Fatias todas por bem.»
«Ou forçado mais além
No tempo preciso
Para digestão de aviso:
«Com calma, minhas senhoras
Isto pode demorar horas!»
«Depois, com ingrediente
Suplementar por eficiente
Com mexida consequente
Ele será bem-dizente
Do pedaço preferido
Com o nome referido
Da escolhida dama
Com a qual, trama
Partilhará no diante
Desde que se levante
Do caldeirão repleto
Pelo bolo certo
Para conclusão teatral
Da peça fundamental
À felicidade que nela
Começou em janela
De internet vida
Sem outra concebida.»
Claro que plateia
Só estava cheia
Com femininas comadres
Instruídas no «Hás-de
Fazer boa figura
E dar-me a cura
Que mais necessito
Como último grito
Da moda com bonitão
Para minha condição.»
Todas estavam ensinadas
E com expressões decoradas
Perante condutor fio
Do ritual para cio
Que falhar não poderia
Apesar de que reservaria
Final correspondente
Apenas para ente
Singular no feminino
Com internet por tino.
O bonitão comeu tudo
Sem possibilidade de mudo
Sair por opção
Quando dentro do caldeirão
Flores eram na certa conta
Atribuída a cada tonta
Identificada no bolo
Às fatias por dolo
De gula forçada
Na beldade lanchada
Como bonitão guloso
Visto por maravilhoso
Nelas em espera
Pelo resultado que «Pudera
Eu sair vitoriada
Com ele glorificada.»
Mas antes do desfecho
Depois de breve fecho
No caldeirão aquecido
Foi reaberto para querido
Da mulherada expectante
Conceder seu garante
De final escolha
Com ele em molha
Quente e repleto
De bolo para ceptro
Faltando saber o destino:
Se hospital fino
Ou audição de hino
Como novo paladino
Para quem o ansiava
E tanto apertava
Seu ardente coração
Por desejo de bonitão.
II
Duas figuras entraram
Com o aviso que levavam:
«Senhora Decência para concluir
Espectáculo de fugir
Com este ilustre Paciência
Comigo sem incidência
Dela própria em si
Pelo que se passa aqui.
Chamei a polícia
E vai tudo notícia
Ser no amanhã vexante
Com manchete por garante
E destino reconfortante
Em calabouço humilhante
Com internet por constante
Jamais para instante
Vosso que precisará
Da cura que vos tomará
Uma longa geração
A começar nesta ocasião.
Quanto ao bonitão
Eu irei em atenção
Cuidar de seu estado
Para que no lado
Seu nada falte
Nem ele mais salte
Com tudo o que dá
Essa internet tão má!»


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