Doía fundo, doía sem parar,
Não saber ler, não saber juntar.
As palavras pareciam fugir,
E o caderno insistia em dançar.
Doía e me deixava doida,
Cada acento mal colocado,
Cada verso inacabado.
Minha voz vivia escondida,
Pela timidez enfraquecida.
O que mais doeu, posso dizer,
Foi nunca me reconhecer
Como leitora e escritora, enfim,
Capaz de criar um mundo
Dentro de mim,
Que brilha como rubi.
Senti a loucura de um bom livro me abraçar
E a dor de uma história não acabar.
Priscilla Ferreira Vargas e Graduanda em Pedagogia pela Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pesquisadora e bolsista de extensão do Coletivo de Estudos e Pesquisas sobre Infâncias e Educação Infantil (COLEI), atuando no projeto Cartas entre educadoras(es) das infâncias: compartilhando desafios da prática


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