Carregar o amor não é fácil
Em um mundo tão superficial.
É estar nua, iluminada pela lua,
Exposta em um palco, holofotes, show lotado.
Me pergunto: Será que é errado?
Por vezes me esconder,
Fingir não doer,
Fingir não sentir,
Reprimir, não ceder,
Se vestir sem querer.
Um coração flamejante
Dentro de um corpo pulsante,
Vendo que o novo normal
É ser fria, aparentar estar distante.
Flagela, parece surreal.
Quero mesmo é gritar debaixo da chuva
Que ao transbordar o meu eu se curva,
Espalhar o cheiro do amor e discernir,
Sem reserva, sem pudor,
Sem medo de ser, sentir, chorar e sorrir.
Desatar os nós que aprisionam,
Dizendo: este é seu mundo,
Não tema ser vista,
Faça valer cada segundo.
Mas não esquece:
Não te derrames, nem te demores
Onde tua luz apaga
E sol não te aquece.


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