Envelhecer tem sua graça:
o joelho estala, a memória falha,
mas eu ainda faço bagunça na praça
e danço vitrola com a velha guarda.
Os pelos nevam, a barriga cresceu,
o espelho diz: Meu Deus, que idade!
Eu rio e respondo: O problema é seu,
pois dentro de mim mora a liberdade.
É emocionante, sim, poder rir de mim,
esquecer o que fui pra lembrar quem sou.
Envelhecer, no fim, é um truque sutil:
você vira criança, só que mais feliz e sem giz.
Rozimere Rosa e Graduanda em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente bolsista de Extensão na Graduação no projeto: Tenda literária na praça dos ex-combatentes em São Gonçalo: democratizando literatura


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