Toda mãe sabe que um dia
deixa o filho em despedida
em seus olhos a alegria
no peito a dor da partida.
Na ordem natural da vida, deixamos os filhos nesse mundo de ninguém, para serem alguém.
Mas…
Que mãe atípica nunca teve medo de partir e deixar seu filho na incerteza de um cuidado tão zeloso quanto o materno, de uma paciência infinita, de um amor que não se mede… Enfim, as vezes essa dúvida passeia em nosso coração e sai em forma de suspiros, choro, reflexão.
É aí que começa nossa luta para que “eles” se tornem o mais independentes possíveis para que assim não deem tanto “trabalho”.
“Quero viver 200 anos!” Foi a a frase que me veio a cabeça ao dar banho tentando fazê-lo se esfregar corretamente, pedindo para que se seque após o banho e colocando-o para se vestir sozinho, mesmo sabendo que não é só isso. Existem tantas coisas que estão para além da independência, coisas que nos tiram dos eixos, manias, rotina e toda essa bagagem atípica e pesada demais.
Não há como ter certeza do amanhã. Só me resta dividir as angústias, esperar com fé que cada coisa encontre seu lugar e que meu filho tenha lugar nesse mundo sem mim.
Um suspiro…
Por hora “termino” aqui!
Vida longa às mães atípicas!
Josileine Pessoa F Gonçalves
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