” Os esconderijos de Jady “
Insistia naquele tempo, persistia o orgulho, a dor e a agonizante agonia, a tristeza e a despedida.
Todos os dias, perguntava me o por quê ?
Apareciam cenas, cenas as quais assemelhavam se a alguns capítulos do livro orgulho e preconceito.
Mas, ainda não sei, qual será o final do capitulo.
Se ele terá um ponto de exclamação, de interrogação, ou um ponto final?
Hoje, mais consciente daquelas destrutivas atitudes, egoístas na própria ignorância, e a possibilidade de saber viver a maturidade ajustada ao desejo do querer, pouco sabia que esse pouco deixariam lacunas, lacunas indivisíveis ao tempo, as asas do sentimento não foram cortadas, porque o amor prevaleceu.
Sob a forma de oração, de bem querer, e sem quaisquer formas de arrependimento.
De amar, por amar e amar.
Sem pensar nas consequências do amanhã.
O medo paralisou aquele breve momento.
Enquanto no pátio da escola A .J . Renner.
A normalidade parecia irracional aos acontecimentos.
A vida seguia o seu curso normal, indiferente a perfeição.
Quem poderia negar a si mesmo, diante do espelho ?
Olhando a si mesmo ?
Era o olhar de Sam ao encontro do olhar de Jady.
– Sam, esperava que a Jady falasse.
– Te amo Sam. -Te amo, e sempre vou te amar.
A Jady tinha medo e agiu como Pedro, como se ela estivesse, negando a Cristo por três vezes.
-Ah ! – Aquele olhar fora fascinora, fora traidor aquele olhar.
Amortecido dentro de Jady, negava a própria verdade, calava a sede da sanidade.
A eloquência das palavras absurdas, e as lembranças da noite anterior a deixaram, louca, cega, e quase emudecida.
Jady estaria vazia em si mesma ? e nada conseguiria encontar.
Além da própria dor, e ferida.
E naquela noite fria, mil vezes ela tivesse repensado, e repensado ao ponto de desistir de ir a escola. – ela pensou.
O medo era de realmente tudo terminar.
Sou apaixonada pela arte das palavras.
O início da alfabetização, são os primeiros passos para o futuro.
Na terceira série do ensino fundamental, conheci nos livros a escrita da querida, e inesquecível Clarice Lispector, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado, dentre outros.
Ali, na sala de aula, descobri a paixão pela leitura, e pela escrita.
Eu imaginava escrever, e iniciei na escola com as redações, e a cada ano que passava, melhorava- as um pouco mais.
Na adolescência, o hábito de escrever cartas, e no diário.
Levaram- me, a escrever a primeira poesia:
Eu não posso abraçar o mar, Vem, Eu não olhei para dentro do meu coração, A sua voz, Tempo ao tempo…
Elas foram ao ar, na voz do comunicador Cláudio Machado.
A poesia: O céu se cobriu no teu silêncio, fora para o Jornal Ibiá, a convite do professor e escritor Jeferson Giacomelli, e divulgada nos turnos da noite da escola Industrial.
A prosa, essas ruas inspiram a solidão.
Deu- me a oportunidade de ganhar o troféu, e segundo lugar, na categoria prosa.
Os Esconderijos de Jady, no gênero conto, e o livro de poesias: Momentos intensos, pensamentos, e poesias aprovados pela Editora Viseu.
Motivam – me a continuar acreditando na “ arte da palavra “
– E agora José?
Após, eu recebi o convite, através da professora e colunista Jura Velho, para escrever artigos, e ou colunas para o jornal Mostrando pra você.
Determinada a continuar, e a não desistir dos meus sonhos.
Escrevi cinco poesias para participar da antologia: Amor e paixão.
Organizado pela escritora e poeta Juliana Sampaio, a qual selecionou dez poetas.
Dentre os ilustres poetas, aos quais hoje, tenho o privilégio de chamá-los de colegas escritores.
– Estou eu aqui! – grata por cada uma das oportunidades, e espero compartilhar com você, um pouco da generosidade adquirida ao longo da jornada literária.
Escritora, e poeta.
Apaixonada por literatura, amante das palavras, durmo e acordo elas.
Com todo o meu carinho,
Espero tocar na alma de cada um de vocês, com a delicadeza de um pássaro.
Eu sou, A Fênix.
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