Sim, eu cresci.
Porém, algumas peculiaridades, eu não esqueci.
Ainda não consigo dormir no escuro.
Sem luz, meu cérebro não percebe que eu estou seguro.
Ainda não controlo o choro.
As lágrimas escorrem, mesmo em situações que exigem decoro.
Ainda falo sem pensar.
Os filtros parecem sempre falhar.
Porém, não sou mais uma criança.
Entrei na vida adulta e a cada dia aprendo mais sobre essa mudança.
Minha nova caminhada, não mais como uma criança autista, mas como um adulto autista.
Autor de “Sentir fora da caixa”, um livro de poesia que aborda suas vivências sendo PCD e trans.
Tem paixão pela leitura e escrita desde criança. A maior parte dessa ligação deve-se à paralisia cerebral e ao Transtorno do Espectro Autista. Nick sempre possuiu dificuldades, principalmente, na interação social. Infelizmente viveu muitos anos sem saber que era autista até receber o diagnóstico tardio.
Nessa situação, a escrita foi a melhor maneira de expressar meus sentimentos. Outro grande aliado foi a arte de desenhar.
Atualmente, cursa Letras – Redação e Revisão de Textos pela Universidade Federal de Pelotas
(UFPel).
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