CRÔNICA
Picar cebolas e no calor das panelas
Quando imaginamos picar cebolas, logo os olhos enchem de água e ficam inchados. Agora viver essa realidade diariamente, lavando, higienizando, descascando, picando e temperando para dar gosto em panela, panelas, muito trabalho e haja trabalho.
Seguir o cardápio diariamente em dias letivos, preparar o alimento da colação ao jantar, para em média 150 até 500 alunos, muita coisa a se fazer e dizer que são MERENDEIROS.
A merenda é algo que vem pronto e lanches como dizia a Mamãe antigamente “Qual lanche vai levar para a escola?” Muitos lanches que levávamos de casa era pão com goiabada, pão com ovo, café com leite, suco, biscoito com manteiga. Estes eram ditos merendas. Chegamos na escola e a “merenda escolar” era apenas almoço e jantar, o leite levava para casa em forma de saco de leite, leite por vezes dito “da vaca”, é os naturais que tinha que ferver para saber se próprios para consumo. Falei muito, para levar a compreender uma época distante para muitos da época da escola e lembrar que as “Tias da cozinha”, faziam arroz doce, aquele peixe com batata e o macaquinho no cipó, o conhecido macarrão com carne moída, tudo acompanhado de arroz e feijão. Antigamente já era trabalhoso, com os passar dos tempos a competência foi aumentando e com isso até a jornada de trabalho aumentou.
Todo o alimento para chegar a mesa, passa por um processo, não é em um passe de mágica que tudo está pronto, tem todo um roteiro de execução para chegar pronto na mesa. Imagina fazer alimentos para uma alimentação escolar! Como dito no segundo parágrafo cozinhar para 150 até 500 alunos.
Trabalhar 8 horas por dia, no lavar, picar, cortar, temperar, cozinhar, mexer, amassar, misturar, carrega de um lado ou outro, recebe alimentos, tem que estocar, conservar, anotar, sentir o calor das panelas, empratar individual, lavar, lavar.
E como será uma cozinha escolar, ela atende quem lá está no calor das panelas?
Eu falo de uma realidade que vejo enquanto professora de profissionais que lutam por um trabalho digno, um olhar de resistência e persistência, mesmo com uma carga horário extensa e função que não lhe compete, faz o seu.
Quem está na cozinha de uma escola é COZINHEIRO e COZINHEIRA Escolar, não existe merendeiros escolar em pleno século XXI em que tanto se fala em novas tecnologias e empatias, viver tempos monarquio.
Uma escola tem vários membros e um corpo, e todos unidos. A cozinha é um coração de mãe, precisa ser cuidado, orientado, amparado e acolhido. A “Tia da cozinha” é cozinheira escolar, ela precisa trabalhar menos de horas.
Vamos olhar a cozinha da escola! Ela é um membro importante da escola, para chegar o alimento na mesa, ela antes passou por um planejamento a ser cumprido.
Una-se na luta pedagógica da cozinha, o que você fez para ajudar? O que podemos mudar?
Meu carinho e respeito a Cozinheira escolar Gabriela Belo, presente! Gabriela Belo, presente! Gabriela Belo, presente!
A luta da mudança de moneclatura para Cozinheira(o) escolar e redução de carga horária é em honra a está Mulher, que LUTOU, desde 2010! E que a luta seja persistente, não desistam, não se entreguem. O algoz da nossa amiga veio em forma desumanidade, negando saúde, qualidade de vida e omissão.
“- Tem merendeira aí?”
“- Não!”
”- Nós somos cozinheiras(os) escolar!”
Alessandra Oliveira
@alessandradaso
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