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Lagartixinha e sua refeição favorita

Por sorte, há animais inofensivos. E a lagartixa é um deles. Ela é apenas um inseto que come outros insetos, como baratas, besouros, mosquitos, formigas, grilos, aranhas, traças, cupins… Qualquer destes bichinhos que se mover na sua frente ela ataca e nhac! Bom para nós, seres humanos, termos uma lagartixa em casa.

      A lagartixinha é uma bichinha que de vez em quando desaparece, e quando mal nos damos conta, ela aparece por trás dos móveis, da cortina… Outras vezes sentimos falta dela, perguntamos por onde será que anda a lagartixinha; chamamos ela assim por ser quase íntima, por ser quase da família, só falta ela se achegar, sentar e conversar.

      Algumas pessoas têm medo de lagartixa e outras têm nojo, por ela ter um corpo que rasteja e é molinho. Mas ela é inofensiva e não faz mal para ninguém.

      Com relação aos insetos que ela come, esses sim devem temer a lagartixa. Só que nós, humanos, ficamos agradecidos por ela comer esses bichos nojentos.

      Durante o dia a lagartixinha fica escondida num cantinho da parede, em alguma frestinha que ela encontra, mas de noite, preparem-se as baratas e os outros, para tentarem escapar de serem abocanhados pela lagartixinha.

      A barata apareceu, ficou andando, andando, querendo subir nas coisas; a lagartixinha só a observa do seu buraquinho; espicha os olhinhos e aguarda o momento certo para se aproximar da barata; esta, pelo jeito que anda, parece estar em outro mundo e quando deu por si, estava frente a frente com a lagartixinha.

      – Olá, dona barata! Que fazes por aqui?

      – Eu, eu, eu… Gagueja a barata. Estou por aí. Olhando o movimento…

      – Que movimento? Não tem nenhum movimento, dona barata. O que estás querendo? Adianto-te que não tem nada para ti aqui. Nem queira vir fazer baratinhas.

      – Por acaso, vais me impedir de fazer o que quero, dona lagartixa?

      – Que achas? Experimenta dar um passo, que te mostro.

        A barata não dá importância e… Nhac, nhac! A lagartixinha a comeu e foi bem feito!

      A refeição da lagartixinha recém começou. Qual será o próximo inseto que será abocanhado?

      O besouro apareceu, ficou andando, andando, voando, voando, querendo se avançar, pousar nas coisas e pessoas; a lagartixinha só o observa do seu buraquinho; espicha os olhinhos e aguarda o momento certo para se aproximar do besouro; este, pelo jeito que anda e voa, parece estar em outro mundo e quando deu por si, estava frente a frente com a lagartixinha.

      – Olá, senhor besouro! Que fazes por aqui?

      – Eu, eu, eu… Gagueja o besouro. Estou por aí. Olhando o movimento…

      – Que movimento? Não tem nenhum movimento, senhor besouro. O que estás querendo? Adianto-te que não tem nada para ti aqui. Nem queira vir fazer besourinhos.

     – Por acaso, vais me impedir de fazer o que quero, dona lagartixa?

     – Que achas? Experimenta dar um passo, que te mostro.

      O besouro não dá importância e… Nhac, nhac! A lagartixinha o comeu e foi bem feito!

      A refeição da lagartixinha continua. Qual será o próximo inseto que será abocanhado?

      O mosquito apareceu, ficou andando, andando, voando, voando, zunindo, zunindo, querendo se avançar, pousar e picar as coisas e as pessoas; a lagartixinha só o observa do seu buraquinho; espicha os olhinhos e aguarda o momento certo para se aproximar do mosquito; este, pelo jeito que anda, voa e zune, parece estar em outro mundo e quando deu por si, estava frente a frente com a lagartixinha.

      – Olá, senhor mosquito! Que fazes por aqui?

      – Eu, eu, eu… Gagueja o mosquito. Estou por aí. Olhando o movimento…

      – Que movimento? Não tem nenhum movimento, senhor mosquito. O que estás querendo? Adianto-te que não tem nada para ti aqui. Nem queira vir fazer mosquitinhos.

      – Por acaso, vais me impedir de fazer o que quero, dona lagartixa?

      – Que achas? Experimenta dar um passo, que te mostro.

      O mosquito não dá importância e… Nhac, nhac! A lagartixinha o comeu e foi bem feito!

      A refeição da lagartixinha continua. Qual será o próximo inseto que será abocanhado?

      A formiga apareceu, ficou andando, andando, querendo se avançar e picar as coisas e pessoas; a lagartixinha só a observa do seu buraquinho; espicha os olhinhos e aguarda o momento certo para se aproximar da formiga; esta, pelo jeito que anda, parece estar em outro mundo e quando deu por si, estava frente a frente com a lagartixinha.

      – Olá, dona formiga! Que fazes por aqui?

      – Eu, eu, eu… Gagueja a formiga. Estou por aí. Olhando o movimento…

      – Que movimento? Não tem nenhum movimento, dona formiga. O que estás querendo? Adianto-te que não tem nada para ti aqui. Nem queira vir fazer formiguinhas.

      – Por acaso, vais me impedir de fazer o que quero, dona lagartixa?

      – Que achas? Experimenta dar um passo, que te mostro.

      A formiga não dá importância e… Nhac, nhac! A lagartixinha a comeu e foi bem feito!

      A refeição da lagartixinha continua. Qual será o próximo inseto que será abocanhado?

      O grilo apareceu, ficou andando, andando, voando, voando, trinando, trinando, querendo se avançar nas coisas e pessoas; a lagartixinha só o observa do seu buraquinho; espicha os olhinhos e aguarda o momento certo para se aproximar do grilo; este, pelo jeito que anda, parece estar em outro mundo e quando deu por si, estava frente a frente com a lagartixinha.

      – Olá, senhor grilo! Que fazes por aqui?

      – Eu, eu, eu… Gagueja o grilo. Estou por aí. Olhando o movimento…

     – Que movimento? Não tem nenhum movimento, senhor grilo. O que estás querendo? Adianto-te que não tem nada para ti aqui. Nem queira vir fazer grilinhos.

      – Por acaso, vais me impedir de fazer o que quero, dona lagartixa?

      – Que achas? Experimenta dar um passo, que te mostro.

      O grilo não dá importância e… Nhac, nhac! A lagartixinha o comeu e foi bem feito!

      A refeição da lagartixinha continua. Qual será o próximo inseto que será abocanhado?

      A aranha apareceu, ficou andando, andando, querendo se avançar nas coisas e picar as pessoas; a lagartixinha só a observa do seu buraquinho; espicha os olhinhos e aguarda o momento certo para se aproximar da aranha; esta, pelo jeito que anda, parece estar em outro mundo e quando deu por si, estava frente a frente com a lagartixinha.

      – Olá, dona aranha! Que fazes por aqui?

      – Eu, eu, eu… Gagueja a aranha. Estou por aí. Olhando o movimento…

      – Que movimento? Não tem nenhum movimento, dona aranha. O que estás querendo? Adianto-te que não tem nada para ti aqui. Nem queira vir fazer aranhazinhas.

      – Por acaso, vais me impedir de fazer o que quero, dona lagartixa?

      – Que achas? Experimenta dar um passo, que te mostro.

      A aranha não dá importância e… Nhac, nhac! A lagartixinha a comeu e foi bem feito!

      A refeição da lagartixinha continua. Qual será o próximo inseto que será abocanhado?

      A traça apareceu, ficou andando, andando, querendo se avançar nas coisas, nos livros e papéis; a lagartixinha só a observa do seu buraquinho; espicha os olhinhos e aguarda o momento certo para se aproximar da traça; esta, pelo jeito que anda, parece estar em outro mundo e quando deu por si, estava frente a frente com a lagartixinha.

      – Olá, dona traça! Que fazes por aqui?

      – Eu, eu, eu… Gagueja a traça. Estou por aí. Olhando o movimento…

      – Que movimento? Não tem nenhum movimento, dona traça. O que estás querendo? Adianto-te que não tem nada para ti aqui. Nem queira vir fazer traçazinhas.

      – Por acaso, vais me impedir de fazer o que quero, dona lagartixa?

      – Que achas? Experimenta dar um passo, que te mostro.

      A traça não dá importância e… Nhac, nhac! A lagartixinha a comeu e foi bem feito!

      A refeição da lagartixinha continua. Qual será o próximo inseto que será abocanhado?

      O cupim apareceu, ficou andando, andando, querendo se avançar nas coisas; a lagartixinha só o observa do seu buraquinho; espicha os olhinhos e aguarda o momento certo para se aproximar do cupim; este, pelo jeito que anda, parece estar em outro mundo e quando deu por si, estava frente a frente com a lagartixinha.

      – Olá, senhor cupim! Que fazes por aqui?

      – Eu, eu, eu… Gagueja o cupim. Estou por aí. Olhando o movimento…

      – Que movimento? Não tem nenhum movimento, senhor cupim. O que estás querendo? Adianto-te que não tem nada para ti aqui. Nem queira vir fazer cupinzinhos.

      – Por acaso, vais me impedir de fazer o que quero, dona lagartixa?

      – Que achas? Experimenta dar um passo, que te mostro.

      O cupim não dá importância e… Nhac, nhac! A lagartixinha o comeu e foi bem feito!

      Por hoje terminou a refeição da lagartixinha. Muito satisfeita e de barriga cheia vai se deitar na sua caminha, aconchegante e quentinha. Quando acordar ela vai ver se encontra alguma lagartixa macho perdido, para quem sabe fazer lagartixinhas? Assim ela não fica mais sozinha em seu buraquinho, tendo a companhia de outras lagartixas.

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Criada em 2020 pelo professor e poeta Renato Cardoso, a Revista Entre Poetas & Poesias é um periódico digital dedicado à valorização da literatura e da arte em suas múltiplas expressões. Mais que uma revista, é um espaço de conexão entre leitores e autores, entre a sensibilidade poética e a reflexão cotidiana.

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