DONA, EU?
Dona do quê??
Dona da casa, de tudo que nela há?
Dona de coisas
Do solo que me propôs habitar??
Ah não!
Dona de sonhos
Tão meus que preciso libertá-los
Tão guardados
Que precisam ser despertados
Dona de material?
De mobília?
Do que pode virar pó…
Por isso meu olho não brilha
Dona do olhar
Atraído para os raios do sol
Para o mar
E para a destreza do caracol
Sou dona nem mesmo do ar que respiro
Nem das vontades involuntárias do corpo
Sou dona das transformações que me sugiro
E das aprendizagens que acolho
Dona do meu sorriso
E ainda assim as vezes ele me desobedece
Se furta de mim
Quando a alma entristece
Dona dos desejos de ser melhor
E de uma caminhada rumo ao autoconhecimento
Dona da vontade de desatar meus nós
E me desprender do que impede meu crescimento
Por Kathlyn Almeida in Poesia Germinando


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