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ampolas miraculosas

Saiu do consultório

Com duplo receituário

Para uso diário

Que, em breve cenário

De interessante falatório

Com a moça relembrada

Como estando enquadrada

Em profissional ambiente

Lhe disse perante

Médico tão confiante

Dever seguir religiosamente

Instrução constante

Pelo doutor assinada

E devidamente validada

Para seu paciente

Que deveria ser crente

Nos imediatos benefícios

Das ampolas miraculosas

Que tirariam seus vícios

E suas disposições gulosas

Sem necessitar de terapia

Complementar que poderia

Trazer a tal azia

Que muito complicaria

O que se pretendia

Como recuperação que renderia

Sempre um adicional

Suplemento de energia

Para seu sentido vital

De orientação que já pedia

Há tempo demasiado

O qual bem sabia

Ser altura de dar melhorado

Saudável ar precisado

A doente impacientado

Por culpa minha

Pois enviado tinha

Ao tempo de solicitações

Tantas em adições

Que se teria perdido

Por eu não ter insistido

Conforme era obrigação

Na minha ocupação.

Mas agora foi permitido

Recuperar saído

Em suspirada hora

Quando já devora

As curiosas ampolas

Na medida certa

Para não ficar deserta

Sua vital capacidade

De discernir com qualidade

O que se vai passando

Comigo observando

Se ele bem merece

A saúde em prece

Que alguém ainda faz

Para ele ser capaz

De voltar ao seu passado

Onde era notado

Como exemplo apontado

De saúde invejado.

Agora precisa delas

Das ampolas em quantidade

Que mistura por panelas

Com sabores em diversidade

A escaparem de mim

E de qual será o fim

Que ele procura

Para a sua cura.

Entretanto, chega o colega

Que me entrega

Um grave relatório

Assim ele o diz

Sem mais acessório

Sublinhado a giz

Que não o principal

A dar-me visão essencial

De que fomos enganados

E todos foram encenados

Os diálogos presenciados

Pois até o médico

Não foi o ético

Que eu pensava

E o falatório que passava

Pela sua presença

Teve outra licença

Pois certamente imaginaram

Que os observavam

E portanto, estavam

Com aquela intenção

De ludibriar tal situação.

O que vale é o suporte

Que eu tenho em sorte

E agora sei

Que ele contornou a lei

Utilizando as ampolas

Como benditas molas

Para salto ou corrida

Que lhe daria outra vida

Bem mais próspera

Ainda antes recebida

Da bela Primavera

Entrar com sua força

Como própria preferência

Que não se torça

Por indesejada incidência.

Tal não vai suceder

Pois iremos actuar com saber

E apanhá-lo em flagrante

Antes que cante

Cantiga de vitória

Em prol de sua glória.

As ampolas foram recuperadas

E rapidamente apartadas

Pois eram complementadas

Com flores e sais

E algo mais

Que eu não posso dizer

Por questões de sigilo

Mas que garanto ter

Actuado a preceito

Até o colocar em asilo

Ou similar conceito

De privacidade em reclusão

Para afamado intrujão.


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Sobre

Criada em 2020 pelo professor e poeta Renato Cardoso, a Revista Entre Poetas & Poesias é um periódico digital dedicado à valorização da literatura e da arte em suas múltiplas expressões. Mais que uma revista, é um espaço de conexão entre leitores e autores, entre a sensibilidade poética e a reflexão cotidiana.

Registrada sob o ISSN 2764-2402, a revista é totalmente eletrônica e acessível, com publicações regulares que abrangem poesia escrita e falada, crônicas, ensaios, entrevistas, ilustrações e outras formas de expressão artística. Seu objetivo é tornar a arte acessível, difundindo-a por todo o Brasil e além de suas fronteiras.

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