
Na última semana fiz a experiência de ir a um show sozinha, como a muito tempo não fazia. Foi um espetáculo de 2 horas de duração, com término previsto para as 22h. Ao solicitar o Uber, veio um frio na barriga, vontade de desistir, geralmente faço isso ( risos), mas decidi seguir. Chegando ao local, encontrei um conhecido e rapidamente cumprimentei, no mesmo instante me afastei. No teatro sentei em uma fileira um pouco distante. Fui acompanhando as canções e observando os espaços, pessoas, emoções… percebi a importância do apoio, da interação. Analisei o percurso da artista e equipe até aquele momento. Mas algo me fez refletir profundamente, as pessoas passaram por mim e não me viam, pode ser engraçado, a minha imagem, fisionomia não me representava. O sentimento de tristeza me tomou nesse momento, percebi que “estar presente não significa ser visto “, e para que isso aconteça às vezes é necessário performar , looks, dialetos, comportamentos … A experiência foi importante para entender as relações , acredito que serei sempre uma pessoa comum, que se encanta com os encontros reais, que prefere observar, sentir, e com o olhar sensível saber identificar quem realmente me vê na essência e no existir .

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