Sapinho pequenino és o inquilino. Tua morada fica num buraquinho, debaixo de um pinheirinho. Quando chove, coitadinho do sapinho! Sua casinha enche d’água. E lá ele fica a reclamar, porque sua casa está alagada. Às vezes, ele avisa quando está para chover, mas, tem vezes que só avisa quando já está todo molhadinho de chuva, que vai alagando a sua moradia.
Seria o sapinho pequenino um menininho, ou uma menininha? Não se sabe, pois nunca o vi e acho que não queria vê-lo, devendo ter corpo molinho e pegajoso. É melhor só saber que ele existe e que mora debaixo do pinheiro, num buraquinho, deixando para a minha imaginação como ele é; quem sabe ele é até bonitinho?
Já se passara um tempo que não se ouvia o sapinho. Ele devia ser bem sapequinha, ficando escondidinho na sua casinha para se pensar que ele foi embora para outro lugar. Até que de repente ele começa a coaxar, a coaxar, para ficarem sabendo que ele está ainda lá e que logo, logo a chuva virá. Que espertinho ele! Capaz que irá abandonar o seu buraquinho debaixo do pinheirinho? Ali ele tem tudo de que precisa: comida. Comida é tudo que um sapinho precisa!
Sapinho inquilino, estás por aí?
Está chovendo e ainda não te ouvi.
Será que a chuva te levou para longe daqui? Ou só estás a dormir?
Ora, sapinho! Não te faz de rogado e trate de começar a cantar!
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