CRÔNICA Fecha a porta.
Estive recente na FLIP – Feira Literária Internacional de Paraty, lançando meu terceiro livro “A Professora-Polva”. Estava apertada para ir ao banheiro e fui usar o banheiro do Centro Cultural de Paraty e para minha surpresa a porta estava toda aberta. E ao olhar para outra porta, estava fechada. E era o banheiro dos Homens.
As mulheres são muitas para usar o banheiro, além de retoques de maquiagem, molhar os cabelos e claro tudo que envolve uso de banheiro, mas para fazer isso tudo a porta estava aberta. E os homens ao saírem do banheiro masculino poderiam olhar para o lado direito saindo do banheiro deles e olhar para o banheiro feminino e ver tanto as mulheres dentro do banheiro como as que estavam na fila.
Eu como gosto de olhar tudo ao meu redor e refletir falei com outra mulher que aguardava na tal fila atrás de mim sobre como somos desprotegidas, desvalorizadas. Não tinha necessidade do banheiro feminino todo aberto e com um desinfetante demarcando um impôs porta aberta.
Ainda pensei só para mim, para não sair em palavras em debate, da troca dos banheiros, podendo o banheiro feminino estar mais no canto e o primeiro ser dos homens. Assim os homens não iriam ver, será que a porta deles ficaria aberta ou a nossa com essa tal troca imaginária?
Precisamos pensar em quais momentos em deixar a porta aberta! Pensar no valorizar do humano, guardar seu corpo ou resguardar.
Se estivesse uma criança usando o banheiro feminino da forma que vi, ela seria protegida de olhares?
Poderia eu aqui parar e apenas RECLAMAR do banheiro de porta aberta, invadindo sim a minha privacidade e de todas as demais mulheres que iriam usar aquele banheiro. Vamos deixando tudo no “deixa para lá”, até quando?
Então, vamos agir mais, valorizar hoje e cuidar sempre!
Alessandra Oliveira
@alessandradaso
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