Numa folha em branco, os meus pensamentos
Se formam em letras, em rimas e versos
Espalham mensagens, protestam, criticam
Mostrando aos leitores vários universos
Dizendo que o mundo é muito mais mundo
Quando nós vivemos em mundos diversos.
Eu bem que queria falar só de amores
De um mundo repleto de cor e magia
Onde todo rosto trouxesse estampado
As marcas do riso, da paz, da alegria…
Onde toda mesa jamais lhe faltasse
O abençoado pão de cada dia.
No branco da paz, há letras de sangue
Com cheiro de pólvora do bruto canhão
Contém labaredas lambendo o cerrado
Cobrindo de cinzas o rosto do chão
Os pontos de vírgulas são todos marcados
Com negras fumaças da poluição.
Há prantos de dor das mães de soldados
Perdendo seus filhos nas brutas trincheiras
A cara de fome dos refugiados
Fugindo das guerras, rompendo fronteiras
A voz dos que sofrem tantos preconceitos
Buscando igualdade quebrando barreiras.
Pois na minha escrita coloco o perfume
Que o mundo oferece por meio da flor
Mas também coloco o espinho que fere
Que nos rasga a carne, que nos causa dor
Escrever o mundo de diversos ângulos
É dever sagrado de todo escritor.


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