CONTO Bordar a vida.
Nossa vida é um eterno bordado, podemos dizer que está concluído ou pela metade, ou que apenas deu os primeiros pontos.
Fui fazer uma encontro no espaço Fala& Psique e trabalhamos o livro “A moça tecelã” da saudosa Marina Colassanti. O encontro foi tão rico apresentado por Patrícia e Gislaine, que tivemos muitas trocas e eu me inspirei para escrever esse conto.
Em um determinado momento teve uma fala sobre cortar os fios e que não cortamos. É verdade!
A moça falava de bordado e eu fui refletindo sobre a vida e determinadas situações em desfazer, como um bordado que está desencontrado ou confuso. Entendo nada desta arte BORDADEIRA.
Sei que de um lado aparece a imagem que quer apresentar e bonita, e do outro lado o verso, um emaranhado.
Pensei como está a minha vida?
Ela está para cortar fios ou está para arrematar? Cortar é fechar ciclos, romper mesmo. Ou arrematar é deixar pronto o trabalho.
Tem situações que dependem do outro ou somos os donos da vida, da linha.
Por vezes eu fui deixando para lá e me confortando, com relacionamentos fadados, fui deixando levar pelas opiniões alheias, me escondi em pessoas, buscando reflexões nas pessoas. E agora? Não tenho ninguém!
Então, eu fui me lapidando e sendo quem eu sou e sempre fui. O medo nos anula e deixa os fios à amostra.
Se for para o bem, corte!
Não se anule ou viva fazendo o que te mandam.
Decida HOJE!
Quer começar o seu bordado, comece!
Faz e deixe o seu melhor.
Se precisar, refaça e corte.
Eu não bordo, mais escrevo palavras de ânimo e esperança. Um antídoto!
Já leu hoje?
Bordou?
Alessandra Oliveira
@alessandradaso
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