De repente sentia o vento no rosto.
A comida já não mastigava e engolia,
Eu a saboreava…
Sentia o gosto.
E os momentos por mim passavam
E meus olhos olhavam.
Jamais se repetiriam os simples instantes,
Jamais nada seria com antes.
A areia gelada em meus pés
Como o toque marcante do presente.
A borboleta de cor vibrante pairava,
Meu filho brincava, feliz e contente.
As árvores eram verdes,
Mas agora em vários tons diferentes.
E os pássaros cantavam nelas,
Uma festa da passarada, provavelmente
Por terem batido a meta de plantar sementes.
Eu escrevia sobre o que via,
Enquanto tudo acontecia.
Entre os olhos e a caneta uma corrente,
Escrevendo que naquele efêmero lampejo
E eu, finalmente, não estive ausente.


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