AS NAUS E O SONHO
Entre as naus e os sonhos de antes
Anterior à memória, objeto estranho…
o mar era só… sem os seus navegantes.
Calmo, vário e tamanho,
As águas, um mistério, um senão
porém, quando teima a criatura humana
o desejo insistente instiga a mão
a alcançar tudo, com toda a gana…
brota na alma um querer
mais que tudo e muito mais!
Indo sem ir e vendo sem ver
do precipício à beira do cais.
Da imagem fez-se o nobre canto
do canto nobre fez-se a triste sina
da sina triste revelou-se, no entanto,
o mundo de todos, de todos a cisma
de içar ao alto a mais alta vela,
cortar as ondas e caminhos abrir
aos gritos triunfantes da sentinela,
vendo sem ver, indo sem ir…
Vendo sem ver, indo sem ir
A história do tempo mostrou
Lágrimas, morte, um pesado porvir
O que figura humana jamais imaginou…


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