I.
“São tão curtas as noites quando se é feliz!…”
J. G. de Araújo Jorge
Recurva em véu noturno sobre a Terra,
Transluz um manto de faróis sutis,
Revela os montes e, com flor de anis,
Colore os picos teus no altar da serra.
Bafeja o vento a ânsia de uma guerra
No ardor do olhar que chama e pede bis,
Constela o céu no leito dos quadris
Que, ao ver-te, meu peito os compassos erra!
Desvelas sobre mim as formas nuas
Tão belas, tão lascivas, tão sagradas,
No linho que decai ao meu avanço…
E assim penetro matas, casas, ruas
Por nossas bocas – quando são beijadas –
Na voz que pede, me quer… e eu te alcanço!
Ezequiel Alcântara Soares
Nasci em 28 de julho de 2000. Um cearense, natural da cidade de Reriutaba. Resido em São Gonçalo (RJ). Escrevo desde os 12 anos. Meu gosto pela poesia começou na infância através da Literatura de Cordel e das tradições da minha terra. Tornei-me um romântico, apaixonado pelo Soneto, pelas Trovas e Escritas Poéticas que perfumam de poesia o nosso sentir. Faço graduação em Filosofia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e estou vice-presidente da União Brasileira de Trovadores UBT – Seção São Gonçalo. Sou um vascaíno apaixonado, autor de folhetos de cordel e do livro de poemas “Destinado à Solidão” (2024).
Sejam todos bem-vindos a este poético recanto! Que possamos amar profundamente, sejamos poesia!
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