Sol queima logo na ponte, saindo do caloroso monte e dando aproximação à margem diante bela paisagem, a do outro lado junto ao rio acalmado. Vê-se mercado a céu aberto, onde tudo marcado tem o valor mais perto da carteira ou trocos de soma certeira. Visual crescendo pela nitidez no diminuir seu tempo à vez, muito percebendo o que pessoas vão metendo nas sacolas e demais argolas que têm suas molas. Sardinhas e legumes são as preferências sem queixumes, apenas gosto pela diversidade nas frutas, uma preciosidade que se verifica perante gente rica de conteúdo, à venda em vastidão por múltipla tenda. Sente-se boa aragem, do perfume à certa imagem de tanta fruta, com gente à escuta, tentando captar se madura será para pitéu em fartura. Ainda caminhando na ponte, há quem bem se apronte a comer no imediato sem possibilidade hiato, todas suculentas de gulosas ementas que seja possível saciar fome tão visível. São tasquinhas envolventes aos pratos feitos por repetentes, com aspectos tradicionais das culinárias locais. Alguns parecem do riquismo, quiçá burguesia de elitismo, sem dúvida a novidade para ficar de bem com idade que dará forte mediatismo como elegante baptismo. É o estar alegre em pronta demasia, talvez chamando por heresia na rápida vez da notória embriaguez, sem pedir licença nem algo que vença o aconselhável recato como prudente acto. No passeio de observação, ao perto uma exclamação, a voz de peixeira tem sempre atitude guerreira no seu negócio, para outros visível ócio e havendo quem acredite, jamais pelo que fite, poderá sempre contraposição ter a jeito de lição. Os velhos é que costumam ser os afoitos a tanto valer, nem que seja ao espelho que os veja em conversa destemida, até perante tanta nova bem vestida. A margem também se veste na beleza que se teste aos olhos agradados com tantos e bons predicados, não sendo qualquer miragem como se percebe de passagem. É mesmo para ficar embevecido e com tanto agrado sentido, desprovida de má interpretação, pois que acalorada recepção dá pela finda viagem, uma maravilhosa aragem, só contemplando paisagem e apreciando mensagem que se vê, lê e guarda por imagem como preciosa bagagem, para mais tarde reportagem se ver na recordação do rio e sua margem.
Luís Amorim, natural de Oeiras, Portugal, escreve poesia e prosa desde 2005. Tem já escritas cerca de 3700 histórias com 121 livros de ficção publicados, entre os quais, um primeiro em inglês, “Cinema I”, onde responde por 28 heterónimos (em prosa e poesia). Dos livros em prosa, constam vinte e oito da série “Contos”, “Terra Ausente”, “A Chegada do Papa”, “O Castelo Iluminado”, “Envelope Misteriosos”, “O Tempo e suas Vozes” e dois livros de “Pensamentos”. Na poesia, igualmente diversas séries de livros têm alguns volumes, como “Mulheres”, “Tele-visões”, “Almas”, “Sombras”, “Sonhos”, “Fantasias”, “Senhoras” e o herói juvenil “Esquilo-branco”. Todos estas obras de poesia citadas, integram os designados contos poéticos, assim identificados pelo autor, aos quais se acrescentam “Lendas”, “Campeões”, “Músicas”, “Turismo”, “Palavras”, “Flores”, “27 Flores”, “Todas as Flores” e mais outros sete do universo “Flores”, onde este elemento surge em todos os enredos, como por exemplo “A ceia do bispo e outros contos poéticos”. A escrita também foi posta em narrativas poéticas, “Beatriz” (inspirada na personagem de “A Divina Comédia” de Dante Alighieri), “Paz”, “O Viajante”, “O Sino”, “A Sereia” e “O Mapa”, este com 3016 versos. Ainda a registar em poesia, “Refrões”, “Sonetos”, “Trovas” e quatro volumes de “Canções”. Dois livros foram publicados segunda vez, então com ilustrações de Paulo Pinto (“Almas”) e Liliana Maia (“Fantasias”). Tem ainda 15 livros de Crónicas e Biografias (incluindo 1 “Tempos de Oeiras”), 33 de Desporto, 1 de Art, 3 de Photos e 4 de Fotografia. Luís Amorim foi seleccionado por 528 vezes com contos, poemas e outros textos em concursos literários para antologias em livros, revistas e jornais em Portugal, Brasil, Suíça, Colômbia, EUA, Inglaterra e Bangladesh. É colunista da revista “Entre Poetas & Poesias” a partir de 2022 e integrante desde 2021 do Coletivo “Maldohorror”, onde histórias suas são publicadas em ambos os sítios, com regularidade. Desde Junho de 2024, escreve, sendo também coordenador editorial no jornal “A Voz de Paço de Arcos”, do qual também é o responsável pelo arquivo.
Sobre
Criada em 2020 pelo professor e poeta Renato Cardoso, a Revista Entre Poetas & Poesias é um periódico digital dedicado à valorização da literatura e da arte em suas múltiplas expressões. Mais que uma revista, é um espaço de conexão entre leitores e autores, entre a sensibilidade poética e a reflexão cotidiana.
Registrada sob o ISSN 2764-2402, a revista é totalmente eletrônica e acessível, com publicações regulares que abrangem poesia escrita e falada, crônicas, ensaios, entrevistas, ilustrações e outras formas de expressão artística. Seu objetivo é tornar a arte acessível, difundindo-a por todo o Brasil e além de suas fronteiras.
Com uma equipe formada por escritores de diferentes idades e áreas do conhecimento, buscamos sempre oferecer conteúdo de qualidade, promovendo o diálogo entre gerações e perspectivas diversas.
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