“Fiel ao seu dever, que austeramente zela,
Dirá, talvez, ao ler meus versos cheios dela:
“Que mulher será esta?” e não compreenderá.”
Félix Arvers
Queremos… vede, o nosso olhar não cala,
Quer os lábios, o riso… o toque ardente,
— Que em meus versos se faz marca presente… —
Mas tu recuas… — Como então primá-la?
Disseste-me: “parou… não mais se fala…
Há perigo em formar laço entre a gente…”
Mas sempre a nossa dança é mais fremente
Quando o desejo oculto se regala.
Nas carícias trocadas tens receios,
Falas dos votos e elos, me impõe freios
E me afasta e te prende e nos adia…
Musa, volve o sentir ao teu deleito,
Que o prazer de amar faz-se em doce leito
Onde o temor desfaz-se em fantasia!
Ezequiel Alcântara Soares
————————
Gostou?! Então deixe seu comentário, compartilhe!
Contatos:
Instagram: @ezequiel_alcantara28
Email: ezequielalcantara809@gmail.com


Deixe um comentário