“E eis que o meu coração no reencontro de agora
Transforma em labareda a chama adormecida…”
J. G. de Araújo Jorge
Éramos jovens… Dois adolescentes!
Nem notamos, o olhar já tinha sido
Domado por ardor nunca sentido
Em trocas de momentos envolventes.
Nos encontros, sorrisos tão frementes
Revelavam desejo em nós contido!…
Por receio, um querer mal resolvido
Nos feriu. Apartou-nos descontentes…
Imaturos, fizemos tolo drama.
Sentimos amor… Dúvida eu mantive.
Agora, anos depois, é nova trama:
Reencontrá-la, o amor eu não contive…
Pois ver em teu olhar pungente chama,
Soube que ainda inflama… ainda vive!…
Ezequiel Alcântara Soares
Nasci em 28 de julho de 2000. Um cearense, natural da cidade de Reriutaba. Resido em São Gonçalo (RJ). Escrevo desde os 12 anos. Meu gosto pela poesia começou na infância através da Literatura de Cordel e das tradições da minha terra. Tornei-me um romântico, apaixonado pelo Soneto, pelas Trovas e Escritas Poéticas que perfumam de poesia o nosso sentir. Faço graduação em Filosofia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e estou vice-presidente da União Brasileira de Trovadores UBT – Seção São Gonçalo. Sou um vascaíno apaixonado, autor de folhetos de cordel e do livro de poemas “Destinado à Solidão” (2024).
Sejam todos bem-vindos a este poético recanto! Que possamos amar profundamente, sejamos poesia!
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