Num fim de tarde qualquer
O coração reconhece
a história marcada pelo tempo
Que os olhos ocupados esquecem.
Em meio à ansiedade, pressa, correria,
Olhos nos olhos…
Troca de contatos, da proximidade
Que se perdeu um dia.
De um lado, tremor, silêncio,
Do outro, falatório, incêndio,
Água e fogo.
E quão grande foi a pausa que teve o jogo.
É possível o reconhecimento mútuo?
Sendo ao mesmo tempo os mesmos porém, diferentes?
O tempo com sua poesia é tão astuto,
Traz algo que devia já ter aquietado dentro da gente.
Um lapso no tempo…
Um cheio de tranquilidade e contentamento
O outro ancioso, louco por desenvolvimento
Faces distintas, nostalgia é o sentimento.
Um presente, um passado…
10 anos foram contados
Até que o ciclo fechou,
Fechou e findou ou recomeçou?
Qual chance foi dada?
De conhecer os novos que nos velhos há
Ou fechar o ciclo e finalizar?
Espero o desfecho em outra poesia contar…


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