poesia HEROICA cotidiana
Céu escuro,
silêncio frio fora da porta;
guerreiros levantam pro futuro.
Dirige o ônibus das quatro,
carrega firme seu exército;
Queima mão, faz pão pra comunidade,
enche barriga murcha de quem luta;
Levanta aquela,
Que ordena o castelo:
Mãe, mulher, desperta;
Passa café, sufoco e sustenta.
Desce o morro geral,
ninguém subindo,
Dia sem medo, sem bum, sem tiro.
Graças a quem chegou antes no trampo,
Chão brilhando, cheiro bom grudado.
Salve quem fortaleceu o lanche compartilhado;
Fé pro piloto com quentinha de alumínio amassado.
Até às 17, minha tropa:
Arde mão, mente, dói a sola;
Mas troca ideia, dá risada, resenha na copa.
Amizade, vou mesmo é exaltar;
Guerreiras de verdade,
pavimentando os caminhos pra eu passar.
Do outro lado da barricada, outra história.
Quem só viu na tela nem sabe o que é glória.
Herói aqui, eu chamo pelo nome;
Gente que tem vulgo, tem pele, tem cheiro e fome.


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