Ei mãe atípica, ainda há uma mulher ai dentro…
Que se trancou e perdeu a chave,
busca por si sem saber aonde.
Com a autoestima em estado grave
e atrás do espectro, as vezes, se esconde.
Que se culpa por sair sozinha,
por cochilar depois do almoço,
que não se permite sair da linha
nem quando esta no fundo do poço.
Que não encara mais a própria face,
pois seu reflexo não tem mais cor.
E ainda assim, mesmo que ela disfarce,
o corretivo não esconde a dor.
Por isso não esconda mais, exploda!
Surte, desague, depois junte tudo
e quando desaguar a mágoa toda
de um sorriso e o faça de escudo.
Seja mulher, atípica, mas seja.
Corte as unhas, as críticas e o cabelo,
seja de volta aquela que ainda deseja
fazer as pazes com a mulher do espelho.
E ao menos uma vez se permitir
ser do seu mundo o seu próprio centro.
Quando cair então é só repetir:
Ei, mãe atípica, ainda há uma mulher ai dentro.
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Josileine Pessoa
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