Aqui, na minha poesia
Mulher não é um produto
Uma coisa, um objeto
Do homem machista e bruto
Aqui, a mulher é flor
Em todo o seu esplendor
Que perfuma o Universo
É paz, amor, é paixão
A mais pura inspiração
De onde brota meu verso.
A mulher do meu poema
Jamais será humilhada
Não ajoelha nem chora
Também não leva pancada
Não é mulher submissa
Assustada nem omissa
Nem precisa se impor
É tratada com respeito
Na rua, praia, no leito
Em qualquer lugar que for.
A mulher do meu poema
Pode “sair” ou “ficar”
Viver só ou com alguém
Casar e se separar
Ela pode decidir
Sem ninguém a perseguir
E faz o que lhe convém
Ela é forte e decidida
Faz o que quiser da vida
Pois não pertence a ninguém.
A mulher do meu poema
Não aceita baixaria
Ser chamada de bandida
De cachorra, de vadia
Não gosta de apanhar
De ser forçada a casar
Ela tem opinião
Não é sujeita a ninguém
Se ela quiser, tudo bem
Mas se disser NÃO, é NÃO!
A mulher do meu poema
Rasgou o véu da opressão
Libertou-se das algemas
Dos séculos de servidão
É dona de sua vontade
Nas asas da liberdade
Sai voando noite e dia
E vive como quiser
Por isso, a você, Mulher
Dedico esta Poesia.
João Rodrigues (Reriutaba – Ceará)


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