Por Elias Antunes
Sem querer ser ufanista, para mim o cerrado é um dos melhores biomas para se viver. Claro que o Criado foi pródigo, abundante e generoso na sua criação e todos os lugares do universo têm suas maravilhas e aspectos biológicos e geográficos fantásticos.
Apenas dizemos de nosso gosto, tendo em vista que aqui termos nascidos e vividos a vida inteira.
O lado ruim, porém, a que assistimos é a galopante degradação do bioma do cerrado, com suas consequências devastadoras.
A par disso, deve-se buscar soluções a curto e a longo prago. Uma iniciativa muito válida seria procurar conhecer e reproduzir as plantas árvores e arbustos frutíferos e os medicinais. Quanto mais se conhecer, mais poderá ser aproveitado. Há livros interessantes que ajudam na sua compreensão, inclusive como fazer mudas com maior probabilidade de ter plantas fortes, saudáveis e produtivas.
Uma dessas obras é o livro “Frutas do Cerrado”, editado pela EMBRAPA, escrito por Dijalma Barbosa da Silva et alii. A obra traz informações preciosas sobre diversas frutíferas, algumas muito conhecidas dos cerratenses, outras nem tanto.
A ideia seria plantar as árvores frutíferas do cerrado (principalmente) devido a sua atração imediata.
Esse trabalho também favoreceria à fauna local, acostumada com os frutos do cerrado.
Quem já ouviu falar de araticum, pequi, mangaba, bacupari, baru, cagaita, buriti, cajazinho, cajuzinho, tucum, puçá e tantos outros frutos maravilhosos?
Há uma variação rica e que atende a todos os gostos. Um dos fatores mais fantásticos das frutíferas do cerrado é que a maioria delas são árvores de pequeno e médio porte e algumas são arbustivas, chegando a ter-se que abaixar para colher as frutas.
Falta, ainda, pesquisas para descobrir todas as propriedades alimentares e medicinais das frutas do cerrado, alguns pesquisadores já apontando como fatores de curas e tratamentos de doenças de um modo geral.
Tratar o cerrado com o devido cuidado e respeito, procurando preservar sua riqueza de fauna e flora é mais de uma obrigação de todos, principalmente por parte do poder público, contendo o desmatamento, a destruição e a falta de reprodução das mudas.
É preciso desenvolver programas eficazes contra a destruição do cerrado de modo urgente.
Fonte da imagem: Foto do autor.


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