Começo essa reflexão com um questionamento: Você controla seus medos? O que fazer quando os sentimentos de angústia e impotência nos consome? Parecem ser maiores que nós mesmos e nossa capacidade de enfrenta-los. Entretanto, quando nos sentimos desta forma, eles nos dominam e vencem mais uma vez.
No entanto, não é tão simples e não conseguimos controlar nossos pensamentos do dia para noite, de forma instantânea. O reconhecimento dos gatilhos, que são as origens de nossos pensamentos acelerados – o medo, o pânico, a angústia, frustração, entre tantos outros sentimentos que possam nos dominar – é a partir de um longo e árduo trabalho de autoconhecimento, de observação, autocuidado. E isso tudo implica a colocação de limites, ou seja, respeito por nós mesmos. Conseguir reconhecer quem somos, é fundamental para nos compreendermos melhor, entender o que buscamos e principalmente o que não queremos para nossa vida. O que condiz ou não com o que acreditamos e defendemos.
Como alguém com conhecimento de causa, posso dizer que a ansiedade é difícil, dolorida. Ela faz com que duvidamos constantemente de nós mesmos, e por vezes não somos compreendidos. Mas é de extrema importância saber que quem se encontra nessa situação não pediu por isso. Lutamos diariamente com nossa própria mente, sem dúvidas é a mais difícil das lutas. Lutamos contra o medo do medo!
Por fim, deixo alguns questionamentos para reflexão, para termos dimensão do quanto é difícil. Como podemos nos curar de uma ferida que é intangível? Qual curativo devemos usar? Como cicatrizar a ferida na alma?


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