O meu coração egoísta decide.
Enquanto você fica passeando na minha mente.
Escuto as minhas batidas cardíacas como se fossem as batidas do coração da mãe terra.
A tua voz de sol poente tem o cheiro adocicado cor de rosa choque da Aurora Boreal.
– Jady, no que você está pensando ?
Enquanto Sam desenha com a ponta do cigarro Marlboro um coração no papel esverdeado da bala de hortelã.
– Estava pensando em você.
Com o sorriso de moleque, ele acerta o passe da bola, e comemora.
Sam entrega o coração nas minhas mãos.
Desenhado no papel de bala.
– Este é o meu coração, e ele é pra você.
Abraço Sam outra vez, aconchegando a face do meu rosto corado próximo ao coração do Sam.
Ele bate tão acelerado quanto o meu.
Sam olha-me outra vez com o olhar de bad boy apaixonado ressoando a voz de mil caranguejos.
Realmente ele é um canceriano nato.
– Te amo Jady.
Eu sempre repito esta mesma palavra. – Iden.
A retirei do filme Gost “ Do outro lado da vida. “
Um dia, se eu tiver a coragem que ele tem, gritarei ao mundo inteiro.
– Eu te amo Sam.
Ou como uma típica virginiana, com lua em libra , e ascendente em aquário falarei a ele, com as cinco letras, ou cochicharei aos ouvidos. – Te amo.
Ou escreverei uma história de amor. – Jady e Sam.
Ou simplesmente escreverei ; Os esconderijos de Jady.
Sabe, acho que ele consegue ler os meus pensamentos através da minha expressão facial, do olhar, dos gestos, e das minhas atitudes.
Sei lá.
Não entendo como é que o Sam me conhece tão bem.
Conhece a minha alma.
Adivinha cada palavra.
Ele antecede elas.
Cheguei a uma conclusão.
O Sam, é um leitor de sentimentos.
Eu até sugeri o nome desta história, ou talvez o Sam seja uma espécie rara, um ser alienígena.
Um anjo misturado com Deus.
– Será que neste momento você não estará pensando.
Que o Sam possa ser o Don Juan ?
Um pouco dele, o olhar.
– Eu lhes afirmo. – sim. – ele é algo a mais.
O Sam é único.
Parte de um capítulo do conto,
Os esconderijos de Jady.
Sou apaixonada pela arte das palavras.
O início da alfabetização, são os primeiros passos para o futuro.
Na terceira série do ensino fundamental, conheci nos livros a escrita da querida, e inesquecível Clarice Lispector, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado, dentre outros.
Ali, na sala de aula, descobri a paixão pela leitura, e pela escrita.
Eu imaginava escrever, e iniciei na escola com as redações, e a cada ano que passava, melhorava- as um pouco mais.
Na adolescência, o hábito de escrever cartas, e no diário.
Levaram- me, a escrever a primeira poesia:
Eu não posso abraçar o mar, Vem, Eu não olhei para dentro do meu coração, A sua voz, Tempo ao tempo…
Elas foram ao ar, na voz do comunicador Cláudio Machado.
A poesia: O céu se cobriu no teu silêncio, fora para o Jornal Ibiá, a convite do professor e escritor Jeferson Giacomelli, e divulgada nos turnos da noite da escola Industrial.
A prosa, essas ruas inspiram a solidão.
Deu- me a oportunidade de ganhar o troféu, e segundo lugar, na categoria prosa.
Os Esconderijos de Jady, no gênero conto, e o livro de poesias: Momentos intensos, pensamentos, e poesias aprovados pela Editora Viseu.
Motivam – me a continuar acreditando na “ arte da palavra “
– E agora José?
Após, eu recebi o convite, através da professora e colunista Jura Velho, para escrever artigos, e ou colunas para o jornal Mostrando pra você.
Determinada a continuar, e a não desistir dos meus sonhos.
Escrevi cinco poesias para participar da antologia: Amor e paixão.
Organizado pela escritora e poeta Juliana Sampaio, a qual selecionou dez poetas.
Dentre os ilustres poetas, aos quais hoje, tenho o privilégio de chamá-los de colegas escritores.
– Estou eu aqui! – grata por cada uma das oportunidades, e espero compartilhar com você, um pouco da generosidade adquirida ao longo da jornada literária.
Escritora, e poeta.
Apaixonada por literatura, amante das palavras, durmo e acordo elas.
Com todo o meu carinho,
Espero tocar na alma de cada um de vocês, com a delicadeza de um pássaro.
Eu sou, A Fênix.
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