Não sei o que esperar da vida
Mas também sei que não sou a única
Todo mundo tem um oceano de perguntas
Onde nada, sem resposta, procurando dica
*
Pessoalmente, me sinto meio desconexa
Busco encontrar uma meta firme
Na metamorfose ambulante que minh’alma vive
Não sei qual o intuito de tanta ação complexa
*
Mas se viver fosse básico, o que seria?
Vivo reclamando do desconhecido
Será que já teria eu enlouquecido
Se fosse tudo igual ao que eu acho que queria?
*
São tantas opções diárias do que fazer
Que, às vezes, paralisa o coração indeciso
E parece que existir é um constante precipício
Quando a gente lembra que um dia vai morrer
*
Não queria parecer ser tão pessimista
Mas preciso ser sincera com o medo que tenho
Vivo tão perdida no meio de pensamentos
Que, constantemente, esqueço que tô perdendo tempo
*
Continuo a procurar sentido para os meus dias
Esperando chegar um futuro que eu ame
Mas sei que mesmo que nas orações eu clame
O presente é o real motivo da alegria
*
Sou eternamente grata por estar conseguindo
No fim, as escolhas significam que estou viva
Prefiro aprender a nadar à procura de uma ilha
A me afogar por medo das dúvidas do caminho


Deixe um comentário