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Praia do Laranjal

Na cidade de Joana há uma praia que ela adora ir passear nos finais de semana. É a praia do Laranjal; diz-se ter esse nome porque antigamente havia nela muitas laranjeiras; também sua terra arenosa era boa para a plantação de frutas cítricas, tais como laranjas, bergamotas e limões… Antes de modificarem a praia, construindo casas e mais casas, havia muito banhado e rico em ecossistema.

      Joana recebe em sua casa, nas férias, uns parentes de longe, que não conhecem a praia do Laranjal e querem muito conhecer.

      Joana mostra para seus parentes umas fotos antigas da família e nelas aparecem as visitas à praia, a qual está muito mudada, quando eles a virem ao vivo, verão como está a praia hoje.

      Antigamente não havia o calçadão para as pessoas caminharem, era somente areia, desde o estacionamento dos carros até a orla da praia. Havia muitos coqueiros, tanto que as crianças adoravam catar os coquinhos que caíam ao pé, para brincarem na areia de fazer comidinha, ou simplesmente juntavam nos baldezinhos e levarem para casa, sendo mais “lixos” para os pais botarem fora.

      Por falar na areia da praia, ela é grossa, porém fofa; caminha-se nela parecendo estar carregando tijolos, de tão pesada que é.  A água forma-se em uma lagoa, tendo o nome de Laguna dos Patos, mas todos falam Lagoa dos Patos, não sei o porquê “dos patos” se não tem patos nadando por lá; o que têm são gaivotas que voam se aproximando da água para verem se pescam algum peixe.

      Assim os parentes de Joana foram conhecendo a praia do Laranjal, ficando cada vez mais curiosos de irem até lá pessoalmente, para desfrutarem de sua brisa forte, que deixa todo mundo escabelado e com areia nos olhos.

      No domingo juntaram seus apetrechos praianos e foram para a praia passear, brincar na areia, jogar bola, fazer castelinhos, mergulhar nas águas e, se tiver onda, dar uns pulinhos que é muito divertido.

      Os parentes de Joana comentaram que a praia é muito bonita, mas que realmente, não era mais a mesma como eles viram nas fotos. O que é uma pena! Pois perdeu sua característica natural, de ser mantida em sua essência como assim foi encontrada um dia pelos primeiros habitantes. Porque, depois de modificada perde a sua naturalidade, sua natureza não é mais natural, enraizada naquela terra.

     Deixando essas questões de lado, Joana e seus parentes aproveitaram ao máximo a praia, caminharam por todo o calçadão, foram no trapiche, onde os pescadores costumavam pescar, foram até o Pontal da Barra, no Balneário dos Prazeres (apelidado de Barro Duro), praia vizinha do Laranjal e na Colônia de Pescadores Z3, onde a maioria dos moradores são pescadores e sobrevivem da pesca de peixes e camarões. As crianças brincaram de deitar e rolar na areia, parecendo uns “croquetes”, tiravam a areia do corpo ao se banharem e retornavam a rolar na areia; outra brincadeira era de se enterrarem na areia e ficarem só com a cabeça de fora, o que era muito engraçado, davam risadas… Os adultos sentados nas cadeiras de praia, embaixo dos guarda-sóis, conversavam de tudo um pouco, tomavam o chimarrão e comiam uns sanduíches de presunto e queijo com margarina.

      Ao retornarem à casa estavam todos muito cansados, o ar da praia cansa, as crianças já vinham dormindo nos carros, que foi com muita dificuldade que seus pais as acordaram para que tomassem banho para, finalmente, voltarem a dormir.

      As férias terminaram, os parentes de Joana voltaram para sua cidade muito contentes e satisfeitos, por todos os dias que passaram juntos e por terem conhecido a praia do Laranjal.

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