Me pergunto: como podem banalizar o mar?
Algo que me cala, cala o mundo
que em mim ecoa milhões de vozes em um segundo,
Mar que me faz parar, resetar, silenciar, conectar…
Sou da terra, do verde, do azul, da areia,
Natureza é parte de mim,
Sou parte dela,
Ela em mim, correndo em minha veia.
Renovação, renascimento,
Saio do asfalto, chão de cimento,
Piso na terra, acabou a guerra
Sinto o mar, volto a amar.
Me pergunto: como podem banalizar o amor?
Que faz viver, dissolve a dor
Colore o preto e branco.
Faz abrir o riso, cessar o pranto.
Sou do sentir, do calor, do florescer do jardim,
Alma é parte de mim
Sou parte dela
Vivendo, sentindo, queimando até o fim.
Celebração, encantamento
Saio do morno, ardo por dentro,
Me desfaço, me refaço
AMAR, MAR de profundidade e renascimento.


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