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Isaac Asimov e a saga Fundação: a era de ouro da ficção científica

Isaac Asimov é um dos maiores nomes da Ficção Científica moderna. Viveu no século XX e foi autor de mais de quatrocentos livros sobre variados assuntos, como história, filosofia e ciências. Suas obras fictícias são vastas e abrangem As Cavernas de Aço, O Homem Bicentenário e Eu, Robô. No presente texto será resenhada a sua obra-prima mais importante e famosa, a saga da Fundação.

Fundação e seus livros subsequentes se passam em um futuro distante. Baseado na obra Declínio e Queda do Império Romano, de Edward Gibbon, o primeiro livro conta a história do Império Galático, que domina hegemonicamente toda a galáxia. Todavia, um cientista chamado Hari Seldon desenvolve uma ciência nova, a psico-história. Ela consegue prever o futuro das massas com base em cálculos matemáticos, psicologia e sociologia, sem, contudo, abarcar os seres humanos individualmente considerados. Hari Seldon, com sua nova teoria, prevê que o Império Galático ruirá em trezentos anos e a galáxia ficará dez mil anos em caos até um novo império surgir. Assim, o psico-historiador alia-se ao governo para criar uma Fundação e reunir uma Enciclopédia Galática a fim de reduzir os dez mil anos caóticos para apenas mil anos e um novo império emergir com um espaço de tempo menor.

Nesse contexto, a saga Fundação alia uma história futurista, viagens espaciais e conflitos políticos que são importantíssimos para o desenvolvimento dos livros. Estes contêm personagens memoráveis e carismáticos, como o primeiro prefeito de Terminus, Salvor Hardin, que desenvolve uma filosofia própria anti-moralista; o mercador Hober Mallow, que se torna prefeito também, sagaz e astucioso como uma raposa experiente; o Mulo, um inimigo mutante não previsto pela psico-história que domina a galáxia por meio de seu poder de controlar as mentes e emoções humanas.

Portanto, é possível concluir que a saga de livros de Isaac Asimov faz parte da era de ouro da Ficção Científica moderna e possui importância decisiva para o gênero e a literatura mundial. Contudo, Asimov possui algumas limitações, como não desenvolver muitas personagens femininas ao longo de seus primeiros livros e os personagens existentes não terem uma densidade emocional e psicológica. Apesar disso, a trama apresenta ações constantes e conflitos bem amarrados e encadeados, sendo sua obra o auge da Ficção Científica. Ademais, Fundação toca em pontos atuais, como a sociedade das massas, sua previsibilidade e manipulação, o questionamento da religião e sua substituição pela ciência e a representação da história como cíclica, com governos em queda e ascensão. Asimov não é apenas clássico, mas apresenta visões futuristas que são contemporâneas, valendo a pena a leitura de suas obras.


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