Parece que estamos sendo treinados por forças ocultas (ou não tão ocultas assim) a abrirmos mão do tempo de vida que nos é concedido em troca de “viver” a vida dos outros.
A princípio, gastar tempo contemplando a vida alheia, parece não ser nada demais – aliás, faz parte do nosso processo social – contemplar as conquistas, saberes, conhecimentos, feitos ou pensamentos registrados pelas pessoas do passado e do presente. Isso faz parte do ser humano, do seu contexto social.
Mas, parece que há uma vertente nesse processo que se modificou para algo mesquinho, perverso ou, quem sabe: desnatural e destrutivo.
Como citei no primeiro parágrafo, estamos sendo treinados para tomar conta da vida alheia, abrindo mão da nossa própria vida.
E esse treinamento está dando muito certo. Basta perceber os sintomas encontrados ao observar, sem muito esforço, alguns dos comportamentos da sociedade contemporânea:
1 – Vitimismo e autopiedade apresentados em um número cada vez maior de pessoas;
2 – Inveja manifestada pela raiva, desprezo, superatenção ou críticas sem fundamento entre aqueles que preferem apontar os defeitos alheios ao invés de buscar soluções para os próprios problemas;
3 – Preguiça, desatenção e letargia que se manifestam naqueles que pensam que a vida lhes deve alguma coisa e preferem esperar ao invés de fazer acontecer.
Há pessoas – muitas pessoas que estão abrindo mão do tempo valioso da própria vida para instilar inverdades, enganos e calúnias a respeito da vida alheia. Fico pensando que provavelmente isso deve acontecer porque a vida alheia deve estar ou ser mais interessante do que a dessas pessoas…
Na grande maioria das vezes, pessoas em ascensão, em desenvolvimento, em crescimento mental, social e financeiro jamais serão atacadas por alguém que se encontra nos degraus de vida que estão acima dela. Na verdade, observo que os seres mais “preocupados” com a vida alheia – críticos, maldosos e invejosos – estão, na maioria esmagadora das vezes, embaixo da mesa, embaixo da escada, nas partes mais baixas dos sistemas de evolução mental.
Simples assim.


Deixe um comentário