Mundo em conflito, mente em confusão,
quando eu já não via luz na escuridão,
chegaste, ponte suave, mão sem condição,
trazendo uma rosa, abrindo-se à direção.
Parou o meu relógio, calou-se a cidade,
fizeste do silêncio um claro acontecimento;
tua presença é promessa, tua voz realidade,
e eu, por ti, redescobri o meu tempo.
“Não quero amores mortos em fantasia vã,
quero o choque terno que incendeia a pele”;
disseste e, ao dizer, apagaste a manhã,
tornaste noite ouro onde o medo se repele.
Um dos piores dias, convertido em alento,
em segundos virou história que me ergueu;
memórias feridas ganharam novo tempo,
cada lembrança roubada também me devolveu.
Se um dia me perguntarem: “Quão grande foi tal rima?”
Direi sem medo, com voz que o peito contém:
“Foi instante tão vasto que eu quis parar o clima,
suspender o mundo e nele ficar também.”
E se for preciso explicar o que desse dia nasceu,
bastará a rosa aberta, o silêncio que restou:
um momento que ensinou o que o receio esqueceu,
que amor é luz concreta, e a alma se hipotecou.
Ao meu noivo, Jean Lucas
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