De repente vem a dor,
Sem pedir licença, chega a todo vapor
Se depara com a saudade se achando dona do quintal,
As duas começam uma amizade
E até que ponto isso é legal?
Quando resolvem se juntar de verdade, me causa uma confusão,
No final, rios transbordam molhando o meu rosto, então.
Logo penso que será para sempre assim, não tenho forças para reagir.
É nesse momento, pior momento, quando chega a solidão, que fica uma grande confusão.
Dor, saudade e solidão e eu sem nenhuma reação.
Ao abrir um livro, uma luz invadiu minha alma e chega ao meu coração
É a tal esperança que derrotou a dor e a solidão.
Ela só deixou a saudade que é dona de um passado lindo, que não pode se apagar, pois é essência.
Havia felicidade lá.
Mas, muito sensata, a esperança diz que não é assim que acaba.
Tem mais coisas para serem vividas, é preciso acreditar um pouco mais na vida, ter fé que basta.
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Alice Sousa
Sou mãe (atípica) da Laura, graduada em Serviço Social pela Anhanguera, Bibliotecária/documentalista formada pela UFF e Mestre em Serviço Social pela UERJ. Pesquiso sobre gênero, masculinidades e biblioterapia. Amo ler e escrever atualmente escrevo no blog Mapa das Letras, minha coluna é “Literaturas terapêuticas e inclusivas”.



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