Quando eu era criança sonhava em escrever,
Porque ninguém conseguia perceber
Afinal, bem cedinho aprendi a esconder e criar personagens para não enlouquecer.
Sempre obediente, não retrucava
Mesmo estando certa, me considerava errada.
Não podia contradizer, então
Fazia coisas mesmo sem querer.
Me escondi e perdi, no mundo perfeito, onde tudo era leve, simples como os pés descalços,
Eu também sei atrás dos contos, colorindo o que era cinza,
Lutei para não demonstrar,
Que mudanças estavam no ar.
Embora apontem minhas qualidades, nunca se esquecem que cair e na teia
Da mentira, me envolvi, então
O personagem de perfeita de despi,
Entendi que é mentira não
Foi o problema e sim transgredir, fazer
Minhas vontades sem pedir.
Entretanto, que bom seria voltar e acreditar
Que quando criança podia buscar por redenção
E não perder a lucidez na escuridão.
Anna Esther – Graduanda da (UERJ-FFP) Faculdade de Formação de Professores. Bolsista do PIBID e voluntária do (COLEI) Coletivo de Estudos e Pesquisas sobre Infâncias e Educação Infantil.


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