Corri pelas ruas, um grito sem fim,
mas ninguém ouviu o som de mim.
No desespero, o céu parecia distante,
e a dor, tão grande, era constante.
Voltei pra casa, silêncio profundo,
um vazio maior que todo o mundo.
Ali, no chão, escorada à parede,
encontrei a paz, a mão que cede.
“Deus, o Senhor a levou, eu sei”,
meu coração sabia antes que falei.
Não havia resposta, só um consolo,
uma paz maior que o próprio solo.
A mente inquieta não queria dormir,
culpas e dúvidas a me consumir.
Mas a força veio, não chorei,
só disse: “Ela não sofreu”, e fiquei.
De noite, as lembranças me envolviam,
mas na paz de Deus, eu resistia.
No vazio do quarto, encontrei sentido,
na perda, senti Seu amor contido.
E assim, segui, com a paz que transcende,
com Deus ao lado, que tudo entende.
Anna Esther – Graduanda da (UERJ-FFP) Faculdade de Formação de Professores. Bolsista do (COLEI) Coletivo de Estudos e Pesquisas sobre Infâncias e Educação Infantil.


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