Enche a boca para falar de Deus,
cuspindo versículos como sentenças,
ergue as mãos ao céu no domingo,
mas pisa nos outros assim acalenta.
Diz que o amor é mandamento,
mas nunca soube amar sem ferir.
A correção sai de sua língua
como lâmina afiada, sem medir.
Prometeu ser rocha, mas era areia,
vento forte o levou sem raiz.
Fala em verdade, mas sua boca
era um poço de sombras e cicatriz.
Chama-me seu entre as redes,
mas aqui dentro nega-me três vezes.
Fala do inferno como um aviso,
mas parece que é nele que tem feito o seu abrigo.
Agora carrego seu nome em ruínas,
um altar vazio sem oração.
Aprendi que amor não é título,
é escolha, é gesto, é redenção.
Com maturidade,
sei que a igreja não é o que falas.
Lugar de amor e amizade,
longe das suas palavras falsas.
Preste atenção nas suas blasfêmias…
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