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Projeto 16 horas – Edição: Fev.25 – Crônica: “2009, nasce um diário e suas poesias” – Renato Cardoso

As redes sociais realmente é um mecanismo que veio para aproximar pessoas e democratizar diversos trabalhos artísticos. Eu particularmente comecei a mostrar meus escritos no antigo Orkut.

Construí uma comunidade com aproximadamente 8 mil pessoas chamada “Devaneios d’um Poeta”, nome no qual se tornou meu primeiro livro de poemas.

Isso era 2008, já estava escrevendo poemas há 4 anos. Cursava Letras na FFP-SG, um local que respira poesia, arte e cultura. A maior motivação veio de lá.

A aula era de Português I. O professor tinha um papo estranho. Era meio descuidado com as palavras. Um soneto foi pedido. E o mesmo foi feito. Achei a coisa mais complicada do mundo, mas resolvi investir e, sem medo, mostrei ao mundo.

Críticas positivas e negativas vieram, mas a perseverança continuou, mal sabia o que me esperava tempos depois. Voltamos a 2008 e meu livro foi lançado. Não tinha a mínima ideia de tudo isso, até que me apresentaram um senhor animado e visionário.

O cenário era a Rádio Aliança, o personagem o carismático Jornalista J.Sobrinho. Ele havia me convidado para dar uma entrevista no programa dele. Eu fui. O nervosismo atacou, a ansiedade era grande, mas Jota sabe acalmar seus entrevistados e logo estava conversando com ele como se ninguém estivesse nos ouvindo.

O programa acabou. Passou tão rápido. Jota me convidou para voltar. E voltei diversas vezes (mas isso eu vou contar em outra história). Uma semana depois do primeiro programa, ele me ligou marcando uma reunião no SINDSPEF. Prontamente acatei.

O dia da reunião chegou. Fui ao sindicato. Jota estava lá a me esperar junto a presidente do espaço. Ele queria movimentar o espaço com um sarau cultural e queria que eu comandasse o evento.

Bateu um medo, mas não rejeitei a ideia.  Nunca havia feito um sarau. Participei de alguns na FFP, mas nada muito profissional. Jota olhou pra mim e me perguntou: “Garoto, qual é o nome do sarau?” (Tinha que ter um nome?).

Respirei fundo e disse: “Diário da Poesia” (até hoje não sei como escolhi esse nome. Deve ter sido inspiração divina). Nome dado. Data marcada, 16 de abril.

Dois meses nos separavam da estreia. Repertório preparado, poetas convidados. Não tinha ninguém para música. Consegui somente 4 poetas. Os homenageados foram escolhidos, Vinícius de Moraes e Tom Jobim.

O Diário começou artesanal em sua completude. Como não tinha ninguém para cantar, arrumei uma TV grande de tubo para passar um DVD dos homenageados durante o evento.

Enfim o grande dia chegou, 30 pessoas estiveram presentes no primeiro Diário da Poesia da história. Um misto de alegria, incerteza, insegurança, e um toque de predestinação deram o tom daquele dia.

Um poeta piauiense surgiu neste dia, foi aí que Carlos Galeno entrou nesta grande história. Um jeito singular, que conquistou a todos (inclusive a mim). Os quadros da noite eram da Olizete. A atmosfera era perfeita.

O evento acabou. E quem acha que parava por aí, que nada! No dia seguinte, logo pela manhã, voltei ao sindicato para arrumar a sala (tirar as cadeiras) e pegar minhas coisas. Um baita trabalho.

Naquele dia não imaginava a proporção que isso teria no futuro. Neste dia, o Diário ganhou seu primeiro membro, Galeno. Neste dia, a cultura local ganhava mais um sarau. Neste dia, eu ganhava dos céus meu maior projeto de vida, depois da minha família.

Pretensão minha seria dizer que imaginava ou que sempre sonhei, não. O sonho nasceu conforme o projeto foi se desenvolvendo. O primeiro ano foi complicado, mas o trabalho apareceu e os semeadores entraram em ação.


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Criada em 2020 pelo professor e poeta Renato Cardoso, a Revista Entre Poetas & Poesias é um periódico digital dedicado à valorização da literatura e da arte em suas múltiplas expressões. Mais que uma revista, é um espaço de conexão entre leitores e autores, entre a sensibilidade poética e a reflexão cotidiana.

Registrada sob o ISSN 2764-2402, a revista é totalmente eletrônica e acessível, com publicações regulares que abrangem poesia escrita e falada, crônicas, ensaios, entrevistas, ilustrações e outras formas de expressão artística. Seu objetivo é tornar a arte acessível, difundindo-a por todo o Brasil e além de suas fronteiras.

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