@revistaentrepoetas / @professorrenatocardoso

, ,

576 cliques

Projeto 16 horas – Nem sempre ele é tóxico, às vezes ele apenas não te quer! – Luiza Moura

Opa! É bem possível que algumas pessoas agora já estejam pensando em retrucar que têm a certeza de que o seu ex era um tóxico, narcisista, psicopata, perverso. E também já há aquelas pessoas refletindo sobre as suas próprias experiências fracassadas onde dizem terem oferecido todo o amor e cuidado que existiam dentro delas e que não acreditam que eles tenham sentimento. Haveriam muitas outras pessoas a argumentarem sob diversos pontos de vista o quanto elas tiveram os seus sentimentos invalidados por verdadeiros monstros insensíveis e, logo elas, verdadeiros “alecrins dourados”.

Lidar com a rejeição nunca foi uma tarefa muito fácil e para discutir essa temática vale trazer a frase da Psicanalista Maria Homem: “Rejeição é a carapaça imaginária da nossa onipotência narcísica”.

            Calma! O objetivo aqui não é desmerecer a história ou o sentimento de ninguém, mas apenas abrir os olhos de todos a uma triste realidade: Nem sempre ele é tóxico, às vezes ele apenas não te quer! E em alguns casos, inclusive você pode ser a pessoa tóxica da relação. Não é que as pessoas perversas não existam e nem que não seja o caso da sua relação, mas é precipitado basear isso em conhecimentos superficiais aprendidos através dos pseudocientistas do universo paralelo da internet ou ainda dos conselhos ditos por pessoas que não conseguem sequer dar conta das próprias vidas. Além disso, para aquelas pessoas que se questionam sobre terem dado tudo de si para o outro e ainda assim não ter sido o suficiente, vale alguns questionamentos: “Se você deu tudo, o que sobrou para você?”; “É possível dar o que não temos?”; Pior, “Quem pediu que você desse todo esse amor que você diz ter?” e; quem disse que você tem mesmo tudo o que você diz ter oferecido?”; “Você é de fato esse templo da perfeição e da pureza?”

            Teríamos vários pontos a discutir aqui. Pensando, por exemplo, pelo ponto de vista da Psicanálise é importante primeiro lembrar de deixar de lado as nossas fantasias de controle e precisamos também destacar a influência da nossa construção desde que somos concebidos, já que o próprio Freud diz que a princípio os pais não amam os seus filhos, mas a própria imagem que idealizam e projetam nos filhos e é a partir daí que já vamos construindo as nossas feridas emocionais e medos de rejeição, isso sem mencionar as particularidades vivenciadas em cada criação que irá nos formar para a nossa vida. Não obstante, ainda há outras questões a considerar que incluem: as construções de papeis sociais, o que geraria mais uma ampla discussão que perpassaria por questões culturais e históricas e; a compreensão do fato de sermos seres desejantes, o que quer dizer que o desejo funciona como uma mola propulsora, como a força motriz que nos impulsiona a continuar vivendo, mas valendo salientar que para Lacan o desejo vem da falta, ou seja, desejamos o que nos falta e quando alcançamos, passamos então a desejar novas coisas.

A essa altura várias pessoas seguem contrariadas com essas palavras ainda retrucando sobre a culpa do outro e a nobreza das suas próprias ações, enquanto outras já estão mais reflexivas sobre as suas responsabilidades em relação ao que questionam. Mas seja como for, o objetivo desse texto é, antes de tudo, lembrar sobre a importância da busca de um conhecimento qualificado e não essa busca desenfreada por respostas rápidas vindas de qualquer lugar, lembrar sobre a importância da busca de um profissional preparado para nos reorientar ao caminho para nós mesmos, para que ao invés de apontar erros e defeitos dos outros, possamos nos reconhecer e trabalhar naquilo que precisa ser trabalhado, para que ao invés de buscar que o amor do outro nos preencha, saibamos descobrir em nós o amor que nos permita inclusive compartilhar. Só através do autoconhecimento e do poder de ressignificar que aprendemos a lidar com os nossos próprios sentimentos e aceitamos melhor o nosso espaço e o espaço do outro e respeitamos as escolhas sem julgamentos.   

(Esse texto é da minha própria autoria- Luiza Moura de Souza Azevedo).

Participe também dessa coluna! Envie o seu texto (de desabafo ou reflexão) para o email Imsn_91@hotmail.com ou entre em contato pelo instagram @luiza.moura.ef. A sua voz precisa ser ouvida! Juntos temos mais força! Um abraço afetuoso e sintam-se desde já acolhidos!


Descubra mais sobre Revista Entre Poetas & Poesias

Assine gratuitamente para receber nossos textos por e-mail.

Deixe um comentário

Sobre

Criada em 2020 pelo professor e poeta Renato Cardoso, a Revista Entre Poetas & Poesias é um periódico digital dedicado à valorização da literatura e da arte em suas múltiplas expressões. Mais que uma revista, é um espaço de conexão entre leitores e autores, entre a sensibilidade poética e a reflexão cotidiana.

Registrada sob o ISSN 2764-2402, a revista é totalmente eletrônica e acessível, com publicações regulares que abrangem poesia escrita e falada, crônicas, ensaios, entrevistas, ilustrações e outras formas de expressão artística. Seu objetivo é tornar a arte acessível, difundindo-a por todo o Brasil e além de suas fronteiras.

Com uma equipe formada por escritores de diferentes idades e áreas do conhecimento, buscamos sempre oferecer conteúdo de qualidade, promovendo o diálogo entre gerações e perspectivas diversas.

Se você deseja ter seu texto publicado, envie sua produção para:
revistaentrepoetasepoesias@gmail.com

Acesse: www.entrepoetasepoesias.com.br
Siga no Instagram: @revistaentrepoetas / @professorrenatocardoso
Canal no WhatsApp: Clique aqui para entrar

PESQUISA